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Angola no epicentro petrolífero: Ganhos da guerra no Médio Oriente e o caminho para a diversificação sustentável

Jornal OPaís por Jornal OPaís
3 de Abril, 2026
Em Opinião

Angola, como grande exportador de petróleo, tem registado ganhos económicos líquidos com a escalada da guerra no Médio Oriente, impulsionada pela subida acentuada dos preços do barril de Brent, que ultrapassou os USD 100 em Março de 2026.

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A guerra no Médio Oriente, envolvendo Irão, Israel e EUA desde finais de Fevereiro de 2026, provocou ataques a infra-estruturas energéticas no Golfo Pérsico, elevando o Brent de cerca de USD 70 para picos de USD 120, com níveis actuais em torno de 101-104 USD/Bbl em Abril.

Este conflito cria riscos de disrupção no Estreito de Ormuz, mas beneficia produtores africanos como Angola, Nigéria e Gana. O petróleo representa mais de 90% das exportações angolanas e 60% das receitas fiscais; a subida de preços melhorou a balança corrente em até 3,3% do PIB, com analistas a preverem “grande cresci mento” temporário nas receitas.

Por exemplo, os economistas como Yvonne Mhango (economista malawiana para a África Sub saariana na empresa russa de in vestimentos Renaissance Capital) e Flávio Inocêncio (economista angolano) destacam que preços acima dos 85-100 USD/Bbl superam as projecções do OGE (61 USD), aliviando o défice orçamental de 2,8% do PIB.

O BNA projecta 4,6% de crescimento do PIB em 2026 (3,5% não-petrolífero + 1,1% petrolífero), superior às estimativas iniciais do Banco Mundial (2,6%), graças ao boom petrolífero. Esta folga fiscal pode atrair investimento estrangeiro deslocalizado do Médio Oriente e reforçar o sector não-petrolífero.

Angola, como grande exportador de petróleo, tem registado ganhos económicos líquidos com a escalada da guerra no Médio Oriente, impulsionada pela subida acentuada dos preços do barril de Brent, que ultrapassou os USD 100 em Março de 2026.

A guerra no Médio Oriente, envolvendo Irão, Israel e EUA desde finais de Fevereiro de 2026, provocou ataques a infra-estruturas energéticas no Golfo Pérsico, elevando o Brent de cerca de USD 70 para picos de USD 120, com níveis actuais em torno de 101-104 USD/Bbl em Abril. Este conflito cria riscos de disrupção no Estreito de Ormuz, mas beneficia produtores africanos como Angola, Nigéria e Gana.

O petróleo representa mais de 90% das exportações angolanas e 60% das receitas fiscais; a subida de preços melhorou a balança corren te em até 3,3% do PIB, com analistas a preverem “grande cresci mento” temporário nas receitas.

Por exemplo, os economistas co mo Yvonne Mhango (economis ta malawiana para a África Sub saariana na empresa russa de in vestimentos Renaissance Capital) e Flávio Inocêncio (economista angolano) destacam que preços acima dos 85-100 USD/Bbl superam as projecções do OGE (61 USD), aliviando o défice orça Riscos e Perdas Potenciais Apesar dos ganhos, o efeito é temporário, com previsões de cessar-fogo e queda de preços; Angola enfrenta inflação importada, depreciação do kwanza e dependência crónica do petróleo. Crises energéticas globais podem elevar custos de importações não-petrolíferas, agravando vulnerabilidades em diversificação.

Recomendações Estratégicas Governo deve canalizar receitas extras para diversificação (agricultura, mineração), redução de dívida e inclusão social, evitando “maldição dos recursos”, ou seja, o fenómeno onde países ricos em recursos naturais (petróleo, minerais) tendem a apresentar menor crescimento económico, democracia fraca e piores indica dores sociais. Oportunidade para parcerias internacionais, alinha das à acessibilidade e sustentabilidade.

Por: DIOGENES LENGA

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