Ponto prévio. Sou o tipo de pessoa, como muitos, que não coloca a mão no fogo por ninguém. Mas para determinadas situações, como muita gente, sou capaz de dar o peito às balas a quem merece. Frase feita a medida para a época em que vivemos, onde as redes sociais se transformaram num par que de diversão onde muitos procuram a todo custo, sem medir meios, nem fins, e, com conspurcações, destruir e queimar reputações com a velocidade de um clique.
E é exactamente isto que se está a procurar fazer com a imagem de marca do respeitado cidadão, político proeminente do MPLA, João de Almeida Martins, “Jú” Martins, que por estes dias se tornou mais uma de umas tantas presas, das mãos sombrias dos “preda dores selvagens do movimento de mercenários digitais”, que decidiram lançar contra si uma campanha profundamente macabra de assassínio de carácter, assente na disseminação nas redes sociais de imagens manipuladas com conteúdos impróprios e alegadamente produzidos através de inteligência artificial. Infelizmente, o que se vai assistindo não é apenas um ataque a um patriota.
É, na verdade, uma tentativa perigosa de atingir referências e bana lizar a dignidade daqueles que ajudaram e continuam a ajudar, com sacrifício, altruísmo e entrega aos ideais da nação, a construir os ali cerces políticos e institucionais da Angola contemporânea.
“Jú” Martins não é apenas um quadro político do MPLA. É uma figura cuja verticalidade moral, postura serena, firmeza intelectual e sentido de Estado conquistaram respeito até entre adversários políticos. E isso não se compra na “zunga”.
Não se obtém com uma “mixa”. Tampouco se fabrica e muito me nos se improvisa, como aqueles que gostam de dar uma “mbaia” Num momento sensível da nossa história, em que muitos se “dão do cotovelo” para a todo custo encontrar espaço, canto e lugar só para se tornarem na “mana madó que só quer aparecer”, “Jú” Martins sempre se destacou pela elegância política, pela sobriedade institucional e pela capacidade rara de dialogar sem perder convicções.
O seu percurso público nunca foi marcado pelo insulto fácil, pela arrogância barata ou pelo radicalismo inconsequente. Pelo contrário. Consolidou-se como uma voz ponderada, equilibrada e pela influência humana que continua a exercer sobre várias gerações, comprometida com os interesses superiores de Angola.
É uma daquelas personalidades políticas, que, quando fala, fala para dentro e fora do partido, e fá-lo com conhecimento de causa, com clareza, e o país párapara ouvir. Talvez seja exactamente isso que incomode alguns sectores intoxicados pelo sensacionalismo e pela cultura do linchamento digital.
E são precisamente nestes mo mentos que Angola nunca pode deixar de abraçar um dos seus filhos do peito mais íntegros, mais lúcidos e mais comprometidos com a estabilidade, a coesão e o futuro do país. Felizmente, o nosso “Jú” Martins é daquelas figuras que transcende o tempo, resiste e sobrevive às tempestades e permanece gravada na memória afectiva do povo como uma árvore grande que continua de pé mesmo depois das mais violentas tempestades. E talvez seja exactamente isso que mais incomoda os fabricantes dessa maquiavélica maldade.
Por: NZONGO BERNARDO DOS SANTOS









