Nossa Seguros BFA SB Expo_Huambo FIB BANCO BAI STANDARD-BANK
Ter, 29 Set 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

África e a teoria das áreas monetárias óptimas I

Jornal Opaispor Jornal Opais
10 de Janeiro, 2025
Em Opinião

A base das uniões monetárias entre diferentes países fundamenta-se na teoria das áreas monetárias óptimas, que tem como pioneiro Robert Mundell (1961), sendo o seu mais reconhecido exemplo empírico a Zona do Euro.

A origem da problemática da zona monetária óptima assenta na discussão sobre qual é o regime cambial (fixo e/ou flexível) mais eficaz para responder problemas inerentes aos possíveis desequilíbrios da balança de pagamentos.

A materialização de uma União Monetária passa por um acordo entre dois ou mais países para a criação de uma moeda comum, aceite por eles, e que vigore em igualdade circunstancial em todos os Estados membros.

A criação de uma moeda única, por si só, implica a adopção tanto de uma política monetária única quanto de uma instituição responsável pela regulação do sistema monetário de todos os países membros (controlo da oferta de moeda e das taxas de juro).

A União Monetária passa pelo alcance de uma convergência macroeconómica, estabilidade e harmonização dos sistemas cambiais, liberalização das transações de capitais e contas correntes e pela adopção de abordagens orientadoras para o mercado na condução da política monetária.

A teoria das áreas monetárias óptimas pretende encontrar resposta para um conjunto pertinente de questões, das quais se destacam duas: i) se estivermos diante de um choque externo, que afecte a procura dos bens de um país ou a oferta dos seus factores de produção, qual seria o regime cambial que melhor se adequaria às necessidades de ajustamento? ii) ainda nesse contexto, e adicionalmente, que condições tornariam preferível para um conjunto de países ou de regiões a adopção de uma moeda única face a manutenção de um regime de moedas múltiplas? Segundo Robert Mundell, uma zona monetária óptima implica um elevado grau de integração económica entre os seus membros, medido tanto pelo nível do comércio de bens e serviços quanto pela mobilidade dos factores de produção (mão-de-obra e/ou capital).

O que daria lugar a uma forte correlação nos seus ciclos de negócios, facilitando assim a actuação do Banco Central responsável pela estabilidade monetária da região.

Uma correlação do ciclo de negócios significa que os países membros registariam taxas de crescimento/desaceleração económica relativamente próximas, logo as suas economias estarião sujeitas a problemas similares em simultâneo.

Um claro exemplo seria a aceleração dos níveis de inflação resultado de uma forte expansão económica. Pois, nessa situação, poderia assistir-se a uma elevação das taxas de juro visando combater o surto inflacionário, sem prejudicar fortemente o nível de actividade económica dos países membros da união.

Destaca-se entre os principais benefícios das áreas monetárias óptimas o ganho de eficiência monetária, uma vez que com uma moeda única se extingue a incerteza e reduz-se os custos de transação, inerentes às flutuações cambiais.

Os custos de transação se referem às taxas e comissões pagas, principalmente, para trocas de moedas de diferentes países e para realização de operações de hedge cambial.

O que leva muitos economistas a considerarem que a existência de uma moeda única em África reduziria substancialmente os custos de transação para o continente.

Ou seja, a moeda única contribuiria assinalavelmente para o aprofundamento do processo de integração económica entre os países das diferentes regiões do continente (ou no seu todo), uma vez que ao mesmo tempo que reduziria os custos de transação e a incerteza cambial, também criaria um ciclo virtuoso.

A moeda única estimularia a integração económica e essa maior integração, por sua vez, tornaria o ciclo de negócios cada vez mais sincronizado, ampliando cada ainda mais as externalidades positivas da moeda comum.

Importa também levar em consideração tanto os custos quanto o melhor momento para a adopção da moeda única. Sendo que entre os principais custos de uma moeda única desponta a perda de autonomia na condução da política económica.

Assim, necessariamente, ao ingressar numa união monetária os países abrem mão da sua prerrogativa de utilizar a taxa de câmbio e a política monetária com o propósito de estabilizar o rendimento e o emprego da sua economia, uma vez que os mesmos passam a ser definidos pelo Banco Central da região.

Há um claro trade-off inerente à adopção de uma moeda única. Atendendo que, por um lado, a União Monetária estimula a integração económica entre os países membros ao reduzir as incertezas cambiais e os custos de transação, e, por outro lado, limita a autonomia na condução da política económica dos países que a adoptam ao transferir para o Banco Central da região as decisões do fórum da política cambial e monetária. Entendemos que esse segundo ponto constitui o verdadeiro calcanhar de Aquiles na discussão sobre uma moeda única para o continente africano.

Pois, em um continente em que a integração económica ainda é muito baixa, valeria a pena para os países africanos abrir mão da condução das políticas monetárias e cambial a favor de um Banco Central supranacional?

 

Por: WILSON NEVES

*Economista 

Recomendado Para Si

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Carregar Mais

Edições Digitais

Mais Populares

  • DR

    GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Governo Provincial de Luanda divulga fichas e locais das provas dos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Serviços de Veterinária apreendem quatro contentores de pele de galinha no Porto de Luanda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • SINPROF remete decisão aos filiados e promete resposta na Sexta-feira

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Recomendado Para Si

Opinião

É de hoje… A verdade sobre a Estrada 230

por Dani Costa
29 de Setembro, 2026

Foi na véspera da viagem ao Cuanza Sul que um dos nossos colegas me visitou no escritório para falar sobre...

Ler maisDetails
Opinião

Pontual: E se pensarmos em legalizar a ‘micha’?

por Jorge Fernandes
28 de Setembro, 2026

Aumenta a quantidade de jovens envolvidos na intermediação de serviços de compra e venda. Há diversos serviços, como de documentos,...

Ler maisDetails
Editorial

Editorial: Momento de afirmação

por Jornal OPaís
28 de Setembro, 2026

Angola saiu do jugo colonial no dia 11 de Novembro de 1975. Perante África e o mundo, o primeiro Presidente...

Ler maisDetails
Opinião

É de hoje… As novas ‘Cinderelas’ da política angolana

por Dani Costa
25 de Setembro, 2026

Eram formidáveis os encontros que haviam dos principais grupos da sociedade civil nas fases anteriores e posteriores ao conflito armado....

Ler maisDetails
Opinião

O mundo em anarquia: a voz de Angola no último baluarte do multilateralismo

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

O discurso do Presidente João Lourenço na 81ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, profe rido a 22 de Setembro de 2026,...

Ler maisDetails
Opinião

Gestão sem planeamento: por quanto tempo uma empresa consegue sobreviver?

por Jornal OPaís
24 de Setembro, 2026

No artigo da semana passada, chamámos a atenção para uma ideia que consideramos funda mental: uma empresa não cresce apenas...

Ler maisDetails
Carregar Mais
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Editorial
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.