OPaís
Ouça Rádio+
Seg, 16 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Acessibilidade, inclusão e economia: o custo invisível de excluir pessoas com deficiência do mercado

Jornal OPaís por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026
Em Opinião

A exclusão de pessoas com deficiência (PCD) do mercado de trabalho e da economia angolana representa um custo invisível elevado, estimado em perdas de 3% a 7% do PIB anualmente com base em benchmarks globais do Banco Mundial, o que para Angola (PIB projectado em cerca de 82-90 bilhões USD em 2025) poderia significar bilhões de kwanzas em produtividade perdida.

Poderão também interessar-lhe...

O lugar que cega

Carta do leitor: Falta de higiene na Escola 3029 no Cazenga

É de hoje…Quando a oposição guerreira entre si

Em Angola, com aproximadamente 656 mil PCD (2,5% da população de 36-39 milhões), a falta de acessibilidade, formação e inclusão produtiva agrava o desemprego, a dependência social e a informalidade, limitando o potencial de diversificação económica. Investir nisso pode transformar a inclusão em vector de crescimento sustentável.

Escala da Exclusão
Angola regista 656 mil e 258 PCD, equivalentes a 2,5% da população total estimada em 36-39 milhões em 2025, mas barreiras como custo elevado de equipamentos (cadeiras de rodas acima de 250 mil kwanzas) e ausência de infraestrutura acessível condenam muitos à imobilidade e exclusão do emprego e educação.

Essa população enfrenta desemprego crónico e pobreza extrema, agravados pela informalidade económica (acima de 70%) e baixa escolaridade, semelhantes aos obstáculos à inclusão financeira geral. O PNUD destaca que sem inclusão, Angola perde oportunidades em MPMEs e diversificação, com PCD sub-representadas no mercado laboral.

Custos económicos quantificados Excluir PCD do emprego custa 3-7% do PIB em perdas de produtividade, conforme o Banco Mundial; para Angola, com PIB de 82,81 bilhões USD projectados para 2025, isso representa 2,5-5,8 bilhões USD anuais em potencial não realizado.

Custos adicionais incluem maior despesa social (saúde, welfare), menor arrecadação fiscal e sobrecarga familiar, enquanto informalidade alta (bloqueada por falta de BI e literacia) amplia perdas.

Estudos africanos indicam que retificar acessibilidade inicial evita custos 20% maiores em reformas posteriores, um “custo invisível” que Angola, signatária da Convenção sobre Direitos das PCD, ainda não mitiga plenamente.

Oportunidades de crescimento Inclusão produtiva via acessibilidade e formação pode elevar participação laboral de PCD, gerando ROI alto: educação inclusiva aumenta renda nacional e capital social, reduzindo pressão em serviços públicos.

Iniciativas como centros integrados de serviços (ex.: carpintaria para PCD) e fábricas locais de dispositivos assistidos criam empregos e reduzem importações caras, impulsionando MPMEs. O PNUD apoia qualificação para PCD, mulheres e jovens, potencializando diversificação e atração de investimentos privados.

Estratégias de transformação – Investir em infra-estrutura acessível: Adaptar edifícios públicos e privados (bancos, habitação) reduz custos a longo prazo e abre mercados, como na ENIF 2025- 2027 visando 37% bancarização. – Formação e capacitação: Programas técnico-profissionais para PCD, com foco em línguas nacionais/gestuais, elevam emprego e imagem institucional, atraindo investidores.

– Políticas fiscais: Incentivos a empresas inclusivas, medindo impacto via INE, alavancam PIB em 3-7% Vector de crescimento colectivo Inclusão gera ecossistema virtuoso: empresas lucram, Executivo economiza, empreendedores inovam e PCD contribuem, alinhado ao PDN e AfCFTA para crescimento inclusivo. Alavanque isso agora – o custo invisível de inação é maior que nunca em 2026.

Por: DIOGENES LENGA

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

O lugar que cega

por Jornal OPaís
16 de Fevereiro, 2026
Carlos Augusto

O recado chegara bem na mira do subordinado sempre que a solidão do patrão se acendeiava na berma do fervor...

Ler maisDetails

Carta do leitor: Falta de higiene na Escola 3029 no Cazenga

por Jornal OPaís
16 de Fevereiro, 2026
DR

Os estudantes da escola 3029, localizada no município do Cazenga, em Luanda, estão denunciando a falta de higiene nas instalações...

Ler maisDetails

É de hoje…Quando a oposição guerreira entre si

por Dani Costa
16 de Fevereiro, 2026

Dois meses depois do ano ter começado, já começam a ser visíveis as fricções que marcaram este 2026 e, consequentemente,...

Ler maisDetails

Ciclo encerrado

por Jornal OPaís
16 de Fevereiro, 2026

O Presidente da República, João Lourenço, terminou, neste fim-de- semana, em Addis Abeba, na Etiópia, a presidência pro tempore da...

Ler maisDetails
Carlos Augusto

O lugar que cega

16 de Fevereiro, 2026

Falhas técnicas e avarias registadas ontem

16 de Fevereiro, 2026

UNITA pretende travar junto do Tribunal Constitucional as alterações ao Código de Disciplina Militar

16 de Fevereiro, 2026

Mais de 140 crianças beneficiam de rastreios auditivos no Icolo e Bengo

16 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.