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A posição do professor nas escolas da classe A: quando o cliente quer, o cliente manda

Jornal OPaís por Jornal OPaís
15 de Abril, 2026
Em Opinião

Nas chamadas escolas de classe A, onde os sinais exteriores de luxo escondem, muitas vezes, profundas fragilidades pedagógicas, o professor é frequentemente reduzido à condição de presta dor de serviço.

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Neste contexto, o aluno — ou melhor, o encarrega do de educação que paga mensalidades elevadas — é tratado como cliente e, como em qualquer relação de consumo, impõe-se a lógica: “o cliente tem sempre razão”.

Essa lógica transforma a educação num produto e subverte os papéis essenciais do processo de ensino-aprendizagem. O professor, que deveria ser a autoridade pedagógica, vê-se coagido a ceder às vontades dos pais e dos alunos, mesmo quando estas contrariam os princípios pedagógicos e a ética profissional. Avaliações são alteradas, exigências metodológicas são suavizadas e o rigor disciplinar é sacrificado em nome da “satisfação do cliente”.

É comum ouvir, nos corredores dessas instituições, frases como: “Se continuar a dar notas baixas, os pais vão tirar o aluno da escola” ou “Não se pode reprovar aquele menino, o pai dele é influente”.

O resultado é a fragilização do professor, que trabalha sob constante pressão, com receio de sanções, despedimentos ou mesmo difamações perante os pais. O saber cede lugar ao agrado, e a autoridade do professor fica refém do poder económico dos encarregados.

Por detrás dos muros pintados e das instalações climatizadas, muitas escolas de classe A escondem uma realidade perversa: a da mercantilização do ensino. Ao colocarem o lucro acima da missão educativa, essas instituições ali mentam um modelo que valoriza o “cliente satisfeito” e não o “aluno formado”. Neste ambiente, o professor transforma-se num funcionário submisso, sem voz, sem autonomia e sem espaço para o exercício crítico da sua função.

Chega-se ao ponto em que o aluno rebaixa o professor, convencido de que tem o direito de o fazer, apenas por ser “filho de quem paga”. O professor, por seu lado, com receio de perder o seu sustento, vê-se impossibilitado de aplicar qualquer medida disciplinar que contrarie o capricho do aluno ou desagrade aos pais. A autoridade pedagógica é anulada pela chantagem económica.

A escola não pode ser gerida como um supermercado, onde se vende um certificado ao gosto do freguês. O conhecimento exige rigor, responsabilidade e, acima de tudo, respeito por quem o transmite. Quando a educação é moldada por critérios comerciais, perde-se o sentido maior da escola: formar cidadãos conscientes, críticos e preparados para transformar o mundo — e não apenas agradar os desejos de quem pode pagar.

POR: LUDY JÚNIOR DIAS

Jornal OPaís

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