Nossa Seguros BFA BFA BFA FIB EMPEMA-ENSA BANCO BAI STANDARD-BANK SOCIJORNAL
Sex, 14 Ago 2026
OPaís
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPaís

A origem do desinteresse das línguas locais de Angola

Jornal Opais por Jornal Opais
9 de Maio, 2023
Em Opinião

Com a implementação do decreto número 77, do antigo governador da colónia portuguesa Norton de Matos, em Angola, enquanto província de Portugal, se proibia o uso das línguas locais, as línguas começaram a perder o seu poder, consequentemente, a sua actuação.

A assimilação passou a ser um processo que muitos negros angolanos, naquele tempo, queriam atingir sem preterir, porque ser assimilado é ou foi: “O acto de assemelhar por um processo de apropriação das tradições, sentimentos ou modos de vida alheios.

Em (A) Ngola, o assimilado é um produto de aculturação, conhecido dentro de um processo de agressão colonial para auxiliar o colono na sua governação”.

(Nkuma, 2021, p. 54). Isto é, ser assimilado é ser um indivíduo com hábitos de português, como esclarece Elizabeth como citado por Nkuma (2021, p. 55) “[…] domínio da língua portuguesa […].

O domínio da língua portuguesa era um ente indispensável, porque era sobrevalorizar a língua dos portugueses em detrimento das línguas locais de Angola.

Falar português passou a ser fundamental e ter posição de prestígio, falar à semelhança dos portugueses era um dos grandes objectivos daqueles homens angolanos, daí, aos poucos, as línguas regionais começaram a perder os interesses de se falar, quem falasse as línguas regionais eram indivíduos vistos como atrasados, que estivessem envolto em línguas que não fossem utilizadas.

Como os indivíduos queriam integrar-se aos e com os portugueses, as línguas locais não tiveram abertura na política linguística colonial, sendo assim, as línguas locais tornaram-se desinteressantes para os angolanos assimilados.

Se “a língua é um instrumento de que fazemos uso para se nos comunicar” (Dias & Gomes, 2008, p. 53), se não serem usadas com fim comunicativo, para que seriam usadas as línguas locais de Angola?

Assim sendo, o número de falantes começou a minimizar, as gerações mais novas com pouca frequência ouviam os seus pais a falarem as línguas regionais, senão em suas casas.

A aprendizagem é motivadora quando há aplicação, as pessoas sentiam-se inibidas de falar, é que Goodman (1990) como citado por Azevedo (2010, p. 16) diz: [embora o autor cite doze pontos, prefere-se citar apenas quatro pontos, dado o tema da abordagem], o que faz com que a língua seja difícil de aprender é quando: (i) é irrelevante; (ii) não tem utilidade social; (iii) não serve para nada e (iv) a [pessoa] não tem poder de a utilizar.

Ademais, o autor acima prefere trazer o termo difícil, como não é confortável nem é uma expressão ideal do ponto de vista linguístico, porque se entende que não há razões, princípios fundamentados para se considerar uma língua difícil ou fácil, como enfatiza Possenti (2000) “todas as línguas são estruturas de igual complexidade.

Isto significa que não há línguas simples e línguas complexas, primitivas e desenvolvidas.

O que há são línguas diferentes (p. 18).” Por isso, preferese tratar por línguas interessantes e desinteressantes, porque tudo dependendo de algumas razões que as podem tornar interessantes ou desinteressantes.

Por exemplo, para o caso específico de Angola, as línguas locais passaram a ser desinteressantes, tal como autor acima, porque: (i) Tornaram-se irrelevantes — muitas pessoas até hoje não veem relevância em aprender as línguas de Angola; (ii) Não tiveram ou têm utilidade social — aprender as línguas locais de Angola para usar onde? Com quem? Quando? Não houve utilidade social para se usar as línguas de Angola, o imperialismo linguístico acabava de manchar as línguas locais, o preconceito, a percepção como línguas feias, etc.; (iii) O que serve para nada — pelo que, na véspera, com a proibição, os portugueses fizeram com que as línguas locais não servissem para nada mesmo; (iv) A pessoa não tem poder de utilizar — proibidas de se usar, as pessoas não tinham o poder de as utilizar. Aprender por quê?

Foi assim que as línguas Angolanas deixaram de ter interesse, porque a ideia segundo a qual os angolanos não poderiam utilizar as línguas regionais, as línguas regionais passaram a ser desinteressantes.

Porque, se tivessem impacto social, serviriam para alguma coisa, o cidadão tem o poder para a utilizar, as pessoas teriam interesse nas línguas.

Se a origem dos desinteresses das línguas locais foi a imposição colonial, hoje, qual é o estado das línguas de Angola? De pouco prestígio e desinteressante!

 

Por: ADILSON FERNANDO JOÃO

Recomendado Para Si

Portos: onde a economia testa a qualidade da engenharia

por Jornal OPaís
13 de Agosto, 2026
Daniel Miguel

Um porto é muito mais do que uma infra-estrutura marítima. É o ponto onde o comércio, a logística, a fiscalização,...

Ler maisDetails

Como Evitar Erros Comuns na Compra de Automóveis Importados

por Jornal OPaís
13 de Agosto, 2026

A compra de um automóvel importado deve ser uma experiência agradável, e não uma fonte de stress. No entanto, muitos...

Ler maisDetails

Do conhecimento linguístico à competência comunicativa: uma análise dos desafios do ensino e aprendizagem da Língua Inglesa em contexto escolar

por Jornal OPaís
13 de Agosto, 2026

Aprender uma língua estrangeira é, antes de tudo, aprender a comunicar. No entanto, esta afirmação, aparentemente simples, continua a representar...

Ler maisDetails

Carta do leitor: Jovem assassinado no Mártires de Kifangondo

por Jornal OPaís
13 de Agosto, 2026
DR

À coordenação do jornal OPAÍS, votos de óptima Quinta-feira! No fim-de-semana passado, o jovem, 19 anos, Josivaldo Euclides Pedro Manuel...

Ler maisDetails

Mais Populares

  • Capotamento em Cabo Ledo faz seis feridos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • GPL disponibiliza resultados da validação das candidaturas aos concursos públicos

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • NUDEZ: a “perigosa” corrida em busca de fama nas redes sociais

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Sete dos 30 feridos do acidente no Cabo Ledo inspiram maiores cuidados

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
  • Prazo de inscrições para o ensino secundário e médio prorrogado até 7 de Agosto

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweet 0
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Mundo
  • Desporto
  • Mais
    • Publicações
    • Opinião
    • Entrevista
    • Vídeos
    • Saúde
    • África
    • Ciência e Tecnologia
    • Cronica de Dani Costa
    • Justiça
    • Reportagem

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.