No contexto da celebração dos 50 anos da Independência Nacional, em alusão ao dia 28 de Fevereiro, dia da Polícia Nacional, o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, condecorou ontem, quarta-feira, agentes com percurso notável na Polícia Nacional, com a Medalha de Valor do Serviço Policial, Classe Única, em cerimónia realizada no Pavilhão Protocolar da Presidência da República, em Luanda. Em meio às homenagens e galardoados, um nome se destaca: Sebastião Domingos Gunza.
Comissário-Chefe reformado, actualmente, Juiz Conselheiro Presidente do Tribunal de Contas. A razão da distinção, inclusivamente, neste escrito rápido, pode ser compreendida a partir da mitologia grega. Na Grécia antiga, a homenagem a um personagem era um rito de consagração simbólica. Heróis como Aquiles buscavam o “kléos”, a glória e fama eterna.
Naquele contexto, ser homenageado era muito mais do que receber um elogio. Implicava ser elevado ao plano do mito, da memória eterna e de um significado simbólico profundo. Heróis como Aquiles escolheram uma vida curta, mas gloriosa, em vez de uma longa e esquecida. Sebastião Domingos Gunza se reformou da farda, mas nunca do compromisso.
A disciplina que aprendeu nas fileiras permanece viva no seu modo de agir, decidir e servir à sociedade. Servidor público, professor, cristão e jurista excepecional, cuja simplicidade e generosidade marcam todos que com ele convivem. Nunca procura os holofotes, glórias e aplausos. Entretanto, a sua formação humana, disciplina militar, capacidade de mostrar resultados e a sua dedicação aos estudos e inteligência fulgurante fizeram com que a glória profissional fosse atrás dele e não o contrário, como é o mais comum.
Magistrado das contas públicas na missão actual, sua biografia é a síntese entre disciplina e justiça; entre comando e responsabilidade; entre autoridade e serviço. Sua proeminência na acção inspectiva e investigação criminal era tamanha que muitos esqueciam – e alguns até ignoravam – que Sebastião Gunza era, igualmente, proficiente em outros ramos do Direito, como demonstram as suas inúmeras incursões em Finanças Públicas, Direito Financeiro, Controlo Interno e Externo.
Por: MILCON L.NGUNZA








