A Rússia recomendou, ontem, aos russos a suspensão das viagens para Cuba devido às dificuldades criadas pelo embargo energético norte-americano e anunciou o envio em breve de petróleo para a ilha das Caraíbas
“Pedimos a todos os que planeiam viajar para esse país que tenham em conta a situação criada, face às recomendações do Ministério da Economia da Rússia”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova. A diplomata referia-se a um pedido do Ministério da Economia para que os russos se abstivessem de viajar para Cuba “com fins turísticos até à normalização da situação”, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
O mesmo ministério solicitou aos operadores turísticos e agências de viagens que suspendessem os serviços, a venda de bilhetes e as viagens com destino a Cuba. As companhias aéreas russas vão suspender temporariamente os voos para Cuba após a retirada dos turistas retidos na ilha, segundo anunciou na quarta-feira agência aeronáutica civil russa, Rosagens congeladas e rebentadas, elevadores parados, telemóveis descarregados e redes telefónicas interrompidas.
Muitos ucranianos dormem vestidos com o máximo de roupa possível, recorrem a fogões a querosene para aquecer tijolos e garrafas de água ou outras soluções de aquecimento perigosas, como montar tendas de acampamento dentro dos quartos e acender velas para combater o frio, descreveu ainda a AI. viatsia. A Rússia é a segunda maior fonte de turistas para Cuba, depois do Canadá, tendo registado 131 mil visitantes em 2025. Fontes da embaixada da Rússia em Havana informaram hoje o diário russo Izvestia que Moscovo “prevê em breve o fornecimento” a Cuba de petróleo e produtos petrolíferos “na qualidade de ajuda humanitária”. A Rússia enviou crude para a ilha pela última vez – 100 mil toneladas – em fevereiro de 2025, por ordem
do Presidente russo, Vladimir Putin. O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, assegurou esta semana que Moscovo e Havana estavam a estudar “possíveis vias para solucionar os problemas [criados pelo embargo] ou, pelo menos, atenuá-los”. “As ações de forças externas, que procuram o agudizamento da crise energética em Cuba, o que inclui a suspensão das comunicações aéreas com a ilha, estão dirigidas a, entre outras coisas, provocar o descontentamento da população e o incómodo dos cidadãos estrangeiros”, acrescentou Zakharova. Cuba avisou no domingo as companhias aéreas internacionais que operam na ilha que ficaria sem combustível para a aviação a partir de segunda-feira devido ao cerco petrolífero dos Estados Unidos.









