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Carta aberta rejeita Ordem Executiva de Trump contra povo cubano

Jornal OPaís por Jornal OPaís
12 de Fevereiro, 2026
Em Mundo

Uma carta aberta intitulada “Deixem Cuba Viver!”, datada de Segunda-feira (9), rejeita a nova Ordem Executiva de Donald Trump que busca cortar o acesso de Cuba ao petróleo, classificando-a como uma tentativa intencional de provocar fome e sofrimento em massa ao povo cubano

A Embaixada de Cuba em Angola enviou, nesta Terça-feira, à ANGOP uma informação revelando que figuras públicas influentes, autoridades eleitas, artistas e organizações – incluindo 22 membros do Conselho Municipal de Nova Iorque, já assinaram “este poderoso Apelo à Consciência, exigindo o fim do cruel ataque de Donald Trump ao povo cubano”.

“Essa política é inconcebível. Ela agrava uma crise humanitária que nós mesmos criamos. Cuba não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos. Matar uma população de fome até à submissão não é diplomacia; é uma forma de terrorismo”, explica a carta. Cortar o fornecimento de energia a uma nação insular é uma táctica de fome, não uma política eficaz. O mundo clama pelo fim da punição colectiva e das crises humanitárias fabricadas, conclui a informação com a frase “Deixem Cuba viver!”.

A 30 de Janeiro, numa Declaração, o Governo Revolucionário de Cuba condenou nos termos mais enérgicos a nova escalada do governo dos Estados Unidos contra Cuba, no seu empenho em impôr um cerco absoluto aos fornecimentos de combustível ao país. A ordem executiva do Presidente norte-americano, anunciada em 29 de Janeiro de 2026, declara uma suposta emergência nacional, em virtude da qual o seu governo poderá impôr tarifas comerciais às importações de produtos provenientes de países que forneçam petróleo a Cuba, diz a Declaração.

Para justificar uma acção tão extrema, o texto argumenta com uma extensa lista de mentiras e acusações difamatórias contra Cuba. Destaca entre elas a absurda certeza de que Cuba constitui uma “ameaça inusual e extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos. Com esta decisão, o governo dos Estados Unidos, através da chan- tagem, das ameaças e da coerção directa a países terceiros, tenta impôr componentes adicionais de pressão às acções de asfixia económica que, desde o primeiro mandato de Trump, foram dispostas para impedir a entrada de com- bustíveis no nosso país, lamenta a Declaração.

A ordem executiva do Presidente dos Estados Unidos constitui, por conseguinte, uma violação flagrante do Direito Internacional e atenta, além disso, contra a Proclamação da América Latina e das Caraíbas como Zona de Paz. Ratifica que é o governo desse país que atenta contra a segurança, a estabilidade e a paz da região e do mundo, assevera.

O governo dos Estados Unidos chega a este ponto após ter fracassado durante 67 anos em subjugar e destruir um processo político e revolucionário genuíno e legítimo, de plena soberania, justiça social e promoção da paz e da solidariedade com o resto do mundo, argumenta o documento. Este ressalta que o imperialismo se confunde quando confia que, com a pressão económica e o empenho em provocar sofrimento a milhões de pessoas, vai conseguir dobrar a determinação do povo cubano em defender a soberania nacional e impedir que Cuba caia, mais uma vez, sob o domínio dos EUA.

Depende de decisões relativas ao alcance dos mísseis balísticos, ao programa nuclear e a outras questões. No dia 6 de Fevereiro, delegações norte-americanas e iranianas rea- lizaram conversações sobre o programa nuclear iraniano na capital de Omã, Mascate. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as conversas foram produtivas e que continuariam durante a semana. Ao mesmo tempo, Araghchi afirmou, no Domingo (8), que Teerão insiste no seu direito de enriquecer urânio, mesmo que isso leve à guerra.

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