O Estado de Israel anunciou, esta quarta -feira, a assinatura de um acordo-quadro histórico com o Líbano e os Estados Unidos para promover a segurança e criar condições para uma paz duradoura na região. No mesmo dia, informou também o envio de uma delegação diplomática, técnica e de resgate à Venezuela, na sequência dos dois terramotos que atingiram aquele país
Segundo um comunicado da Embaixada de Israel em Angola, o entendimento trilateral pretende pôr termo ao conflito entre Israel e o Líbano e estabelecer bases para a estabilidade na fronteira norte israelita. O documento ressalta que o acordo resulta de um esforço conjunto entre Israel, o Líbano e os Estados Unidos e representa um avanço diplomático histórico pelo Governo israelita.
De acordo com o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa’ar, o principal objectivo é alcançar a paz e normalizar as relações com o Líbano, processo que, segundo afirmou, depende da eliminação das ameaças à segurança na fronteira. O governante reiterou a posição de Israel de que o Hezbollah actua como representante do Irão no território libanês, defendendo que o futuro do Líbano deve ser determinado exclusivamente pelo seu Estado e pelo seu povo.
O comunicado acrescenta que, durante uma conferência de imprensa realizada a 27 de Junho, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu explicou que o acordo reconhece o direito de Israel de manter uma zona de segurança enquanto existirem ameaças provenientes do território libanês. O entendimento prevê ainda a manutenção das medidas de segurança até ao desarmamento do Hezbollah, a criação de condições para um Líbano soberano e livre da influência iraniana, bem como o reforço da segurança dos residentes no norte de Israel.
Missão humanitária para a Venezuela
Num segundo comunicado, Israel anunciou o envio de uma missão conjunta do Ministério das Relações Exteriores, das Forças de Defesa de Israel (FDI) e do Comando da Frente Interna à Venezuela, em resposta aos dois terramotos que afectaram o país sul-americano.
A operação foi determinada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ministro Gideon Sa’ar, após uma avaliação coordenada pelo Conselho de Segurança Nacional de Israel, que definiu os mecanismos de coordenação entre as entidades envolvidas.
A componente diplomática da missão será liderada pelo embaixador Yoed Magen, enquanto a delegação das FDI será chefiada pelo brigadeiro-general Elad Edri, chefe do Estado-Maior do Comando da Frente Interna. A equipa inicial integra especialistas em engenharia e quadros do Ministério das Relações Exteriores, prevendo-se posteriormente o reforço com técnicos do Comando da Frente Interna e da Autoridade Nacional de Gestão de Emergências (NEMA).
Paralelamente, partiu de Israel uma missão civil de resgate organizada pela associação “Ready for Rescue”, composta por 16 especialistas em busca e salvamento urbano, logística e assistência médica. A missão terá como prioridade apoiar a localização e o resgate de vítimas sob os escombros e prestar assistência humanitária às populações afectadas.
No comunicado, Israel reafirma o seu compromisso de prestar assistência humanitária e apoio técnico a países afectados por desastres naturais, e coloca à disposição a sua experiência em operações internacionais de resposta a emergências.








