Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro intensificam acções a 11 dias das eleições com o PT a apostar em medidas contra as bets para melhorar a avaliação do governo, enquanto o PL tenta capturar eleitores de direita com o discurso do voto útil, num cenário de pesquisas que mostram disputa cada vez mais apertada
As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), favoritas para o pleito segundo pesquisas de opinião, entraram na recta final do primeiro turno concentrando esforços em estratégias consideradas decisivas para ampliar votos.
Enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) aposta no desgaste das casas de apostas e na repercussão de medidas contra o sector, o Partido Liberal (PL) tenta mobilizar eleitores de direita dispersos com o discurso do voto útil. De acordo com um portal de notícias do país, a equipa de Lula trabalha com a expectativa de anunciar, antes de 4 de Outubro, alguma acção de endurecimento ou até proibição das bets, responsáveis, em grande medida, por parte do endividamento das famílias.
O formato ainda não está definido e depende do retorno do presidente ao Brasil após a sua participação na Assembleia Geral da ONU (AGNU). Internamente, há debate entre lançar uma medida provisória ou enviar um projecto de lei ao Congresso, revela a apuração.
O tema ganhou força por dialogar com segmentos estratégicos, como mulheres, evangélicos e defensores da pauta da família, tradicionalmente menos associados ao PT. Integrantes da equipa económica afirmam que existe consenso sobre a necessidade de agir, embora haja preocupação com impactos jurídicos e arrecadatórios.
Já a campanha de Flávio Bolsonaro aposta no voto útil como principal bandeira, destaca a mídia. Segundo a pesquisa Quaest, há uma queda gradual na soma dos demais candidatos, o que pode ser interpretado como oportunidade para atrair eleitores de direita que rejeitam Lula, mas ainda não migraram para o senador.
Isso fez com que a campanha do senador, nas redes e nos discursos, intensificasse pedidos de confiança e tenta convencer indecisos.
A comunicação bolsonarista passou a sugerir que é possível vencer no primeiro turno, numa tentativa de estimular a militância e pressionar eleitores de outros candidatos. Aliados do senador que falaram à apuração, acreditam que a “terceira via” perdeu força, abrindo espaço para consolidar votos em torno de Flávio.












