O número de mortos devido ao Ébola na República Democrática do Congo (RDC) subiu para 600, e, segundo a agência de saúde da União Africana (UA), a actual epidemia tem “a propagação mais rá pida de que há registo”
O último balanço oficial, citado pela Lusa, aponta 600 mortes, de um total de 1.759 casos confirma dos, desde o início da actual epidemia na RDC, e duas mortes em 20 casos confirmados, no vizinho Uganda. A epidemia de doença pelo vírus Ébola, primeiro declarada como surto a 15 de Maio na República Democrática do Congo (RDC), está a espalhar-se mais rapidamente do que qualquer outra anterior, afirmou o chefe de emergências do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC, na sigla em inglês), a agência de saúde da UA.
“Continuamos a enfrentar a epidemia de Ébola de propagação mais rápida de que há registo”, não ape nas entre os surtos do vírus Bundibugyo, “mas entre todos os diferentes vírus que causam Ébola”, disse Wessam Mankoula durante uma conferência de imprensa virtual. “Infelizmente, o vírus continua a espalhar-se mais rapidamente do que a nossa capacidade de respos ta.
Está a disseminar-se mais rapidamente do que os recursos mobilizados para controlar a situação”, reforçou o responsável. Entretanto, há suspeitas de novos casos fora do epicentro declarado em Ituri a 15 de Maio.
O Governo da RDC reportou, na noite de Quarta-feira, casos sus peitos de Ébola em províncias que não tinham sido afectadas anteriormente. De acordo com o Ministério da Saúde congolês, estes casos foram registados nas províncias de Tshopo e Haut-Uele, e sinalizam a contínua propagação da doença para além do epicentro em Ituri.
O relatório apontava dois novos casos suspeitos em Kisangani, na província de Tshopo, mas não refere quantos casos são suspeitos em Haut-Uele. Segundo o relatório, um dos dois casos suspeitos em Tshopo estava ligado à zona de saúde de Nia-Nia, na província de Ituri, onde foram reportados os primeiros casos, enquanto o outro caso “não tem qualquer ligação geográfica aparente com surtos conhecidos”.
A organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) já manifestava, em meados de Junho preocupação, com as “lacunas perigosas” na resposta à epidemia, que estava a “progredir mais rapidamente do que a resposta”.








