O transbordo do rio Cavaco, na província de Benguela, trouxe graves consequências à população, afectando várias infra-estruturas, desde estradas, campos agrícolas, empresas e habitações. Entretanto, analistas avisam que os impactos negativos vão sentir- se principalmente nos sectores da agricultura e energia, afectando a classe empresarial local
A nalistas alertam que impactos directos começarão a ser sentidos na diminuição de alimentos, principalmente agrícolas, e o aumento do custo de vida, sendo que o Estado terá o grande desafio de repor as infra-estruturas destruídas, apoiar a população, os agricultores e empresários afectados pela calamidade.
Segundo o economista Paulo Forquilha, Benguela está perante um choque económico com efeitos em cadeia, e, do ponto de vista de impacto, o sector agrícola é tipicamente o primeiro a sofrer, pois as perdas são directas devido à produção, uma vez que as lavras acabaram por estar inundadas, o que implica a destruição imediata das culturas, sobretudo das hortícolas.
Paulo Forquilha diz que o excesso de água que passa por diversos pontos de Benguela está a invadir as plantações, provocando a degradação dos solos, fazendo com que estes solos temporariamente OPAÍS Terça-feira, 14 Abril de 2026 19 sejam improdutivos. “Mesmo que a água baixar, o agricultor pode perder a campanha e vai precisar de capital para recomeçar. E depois vem a pressão sobre os preços, tanto a menor oferta local, como sabem, tende também a pressionar os preços dos alimentos, sobretudo nos mercados informais”, afirmou.
POR: Adelino Kamongua
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