A directora da empresa de consultoria e gestão de activos Bankers Without Boundaries (BwB), Heather Matson, sugeriu, no início desta semana, em Luanda, o apoio da banca angolana na emissão de títulos de dívida exclusivos a projectos ambientais e climáticos
Essa sugestão surge pelo facto de o mercado de capitais angolano estar ainda concentra do na dívida pública, com bancos e empresas de consultoria com pouca experiência na estruturação de transacções de obrigações corporativas.
Em declarações à imprensa, à margem de um workshop técnico sobre Validação de Finanças Sustentáveis, a responsável afirmou que o mercado priva do em Angola é principalmente de empresas pequenas e sem capacidade para emitir obrigações verdes. Em face disso, entende que a banca pode agregar essas pequenas empresas privadas e seus projectos – sem descurar os do Governo – e criar um portfólio para uma emissão maior de obrigações verdes sustentáveis.
Defendeu, ainda, a definição de critérios de elegibilidade para emissões sustentáveis corporativas e aumento do volume de projectos, com vista a se criar profundidade e investimentos secundários para criação desse mercado no país.
Olhando para a realidade de Angola, apontou como prioridade a aposta em energias renováveis, gestão de resíduos e ecoturismo. Heather Matson reconheceu os esforços do Governo angolano na regulação dessa matéria, mas reconheceu haver um ecossistema interno limitado de consultores, subscritores e verificadores com experiência em finanças sustentáveis.
O workshop técnico de Validação sobre Finanças Sustentáveis foi promovido pela Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODI VA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desen volvimento (PNUD) em Angola.
A iniciativa visa promover uma compreensão partilhada entre os principais operadores e identificar áreas que necessitem de aperfeiçoamento adicional, estabelecendo as bases para os próximos passos na preparação do caminho de Angola e empresas para a primeira emissão de obrigações verdes.
Com duração de um dia, o evento juntou membros do Governo, representantes das Nações Uni das e de instituições financeiras. No evento foram abordados, essencialmente, a “Revisão de políticas e regulamentos”, bem como a “Preparação para o mercado de obrigações sustentáveis”.









