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Primeira fábrica de fertilizantes do país começa a produzir em Novembro deste ano

Jornal Opais por Jornal Opais
10 de Fevereiro, 2023
Em Economia

Os equipamentos da fábrica, produzi- dos em Huston-Estados Unidos de América, estão a caminho de Angola, e atendendo à sua eficácia e o baixo custo, o objectivo é que o fertilizante de Cabinda satisfaça as necessidades de cerca de 90% de pequenos agricultores angolanos que usam esse produto na sua actividade de lavoura e o excedente ser exportado para os países vizinhos, República Democrática do Congo e Congo Brazzaville

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A primeira fábrica de fertilizantes do país, com capacidade para produzir 187 toneladas por ano, começa a ser montada no próximo mês de Março na Zona Económica Especial de Subantando, província de Cabinda, e a mesma poderá começar a produzir em Novembro de 2023, garantiu ao jornal OPAÍS o director da empresa Minbos, Camache Caturichi. A Minbos, uma sociedade de direito australiano de capital aberto, cotada na bolsa de valores da Austrália, é a empresa que está a implementar o projecto avaliado em USD 40 milhões. Em 2019, a empresa Minbos participou na primeira licitação internacional de concessão mineira organizada pelo Governo angolano, tendo adquirido o direito de exploração da concessão de fosfatos de Cácata, em Cabinda.

O projecto da Minbos, segundo Camache Caturichi, tem como objectivo a exploração de fosfato e a sua transformação em fertilizantes para a agricultura. “Um dos problemas dos nossos agricultores é a disponibilidade de fertilizantes em tempo certo e a bom preço”, considerou Camache Caturichi, tendo referido que o fertilizante mais abrangente para todos os tipos de culturas é composto por nitrogênio, fosfato e potássio, vulgarmente chamado de NPK.

Entre estes três nutrientes que compõem o fertilizante NPK, o fosfato será o elemento mais importante, na medida em que os solos angolanos carecem bastante deste elemento químico, um nutriente de extrema importância para o desenvolvimento de qual- quer planta. Por isso, a Minbos pretende produzir localmente o fertilizante NPK, tendo em consideração diversos factores como o tipo de solos, clima, existência de fosfato, ausência da produção local de fertilizantes, valor do investimento e a existência de um grande número de pequenos agricultores. “Optamos por iniciar este projecto com a produção de fertilizantes fosfatados ou seja, um fertilizante cuja matéria-prima se baseia, principalmente no fosfato”, disse.

Para o director da Minbos, o projecto de fertilizantes de Cabinda não é de grande dimensão comparado com outros já desenvolvidos, mas terá grande impacto ao nível nacional e nos países vizinhos dada a qualidade excelente do fosfato a ser explorado na mina de Cácata. Segundo Camache Caturichi, o processo de extracção de matéria-prima (fosfato), sua transformação em fertilizantes e o escoamento para os mercados de consumo não constituirá empecilho para a empresa, já que a concessão de Cácata, a fábrica de fertilizantes do Subantando e o Porto de águas profundas que está a ser erguido no Caio, três elementos importantes para o êxito do projecto, encontram-se todos localizados dentro de um raio de 50 quilómetros um do outro.

140 funcionários

A fábrica de fertilizantes está capacitada para produzir quantidades suficientes do produto para satisfazer o mercado nacional e dos países vizinhos da província de Cabinda e deverá contar, numa primeira fase, com uma força de trabalho de 140 funcionários. “O fertilizante de Cabinda será distribuído através de quatro corredores sendo o de Cabinda incluindo os dois países vizinhos, de Malanje, Benguela e o do Namibe. Para tal, vamos precisar colaborar com várias empresas locais”, referiu.

O Instituto Internacional de Fertilizantes, uma instituição sem fins lucrativos norte-americana, fundada em 1974, foi quem auxiliou a Minbos na descoberta da fórmula ideal para a exploração dos fosfatos de Cabinda para torná-los ainda mais eficientes. O objectivo é o de aumentar o número de agricultores que usam fertilizantes em Angola, ultrapassando a actual cifra de 100 mil para 2 milhões de usuários nos próximos cinco anos à semelhança do que tem sido feito noutros países com realidades idênticas a de Angola.

Desde 2019 que a Minbos, em coordenação com o Ministério da Agricultura e Pescas, tem esta- do a realizar ensaios e, de acordo com Camache Caturichi, ficou comprovado que o fertilizante de Cabinda já é um sucesso em culturas como batata, feijão, mi- lho, soja e massambala, tendo ti- do resultados semelhantes ao fertilizante comum NPK-12-24-12, o mais usado em Angola.

Neste momento, 11 ensaios com fertilizantes de Cabinda estão a decorrer em diversas províncias do país com as culturas da cana-de-açúcar, feijão, milho, soja e sorgo (massambala) e um ensaio na República Democrática do Congo, enquanto para Cabinda, os primeiros ensaios serão efectuados ao longo de todo ano corrente na Estação Experimental Agrícola local.

“Os ensaios são de extrema importância para este projecto e sempre faremos de forma a produzir localmente um fertilizante ideal para os nossos solos e culturas predominantes em Angola”, defendeu Camache Caturichi para quem, com a materialização do programa, haverá um aumento da produção de bens alimentares, a substituição das importações e o combate da má nutrição no país.

Exploração de fosfato

A Minbos está, igualmente, a instalar uma fábrica de exploração e produção de fosfatos na mina de Cácata, comuna de Tando-Zinze, mais de 30 quilómetros a Sudoeste da cidade de Cabinda. O projecto está avaliado em USD 4 milhões e deverá produzir no primeiro ano 50 mil toneladas de fosfato, aumentando para 300 mil toneladas no quinto ano.

Segundo Camache Caturichi, em comparação com outros depósitos de fosfatos em Angola, a concessão de Cácata é a mais pequena mas oferece um fosfato de muita qualidade, cuja produção deverá iniciar em Dezembro próximo. De acordo com estudos realizados, a mina de Cácata tem uma perspectiva de vida de 20 anos e deverá empregar, numa primeira fase, 40 trabalhadores. Neste mês será lançado um concurso público para a contratação de uma empresa nacional para operar a mina sob a supervisão da Minbos.

No quadro da sua responsabilidade social, a empresa começou a dar cumprimento ao programa de reassentamento da população que pratica agricultura de subsistência no depósito de Cácata e, em simultâneo, a substituir uma ponte precária de madeira sobre o rio Nenho por outra ponte metálica para facilitar a travessia de peões e de meios rolantes pesados que vão transportar o fosfato da mina para a fábrica de fertilizantes do Subantando.

POR: Alberto Coelho, em Cabinda

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