Angola consome, actualmente, entre 300 mil e 360 mil toneladas de carne de frango por ano, enquanto a produção nacional se situa em cerca de 30 mil toneladas, representando uma dependência externa próxima de 60 por cento, segundo dados avançados pelo Ministério da Indústria e Comércio
O Rui Minguêns de Oliveira, falou, ontem, em Luanda, durante a conferência sobre o Desenvolvimento do Sector Avícola, promovido pelo Fundo Soberano de Angola, em parceria com a International Finance Corporation, que, em 2025, o Estado gastou um valor superior a 306 milhões de dólares com a importação de frango. Esta realidade, sublinhou o ministro da Indústria e Comércio, expõe o país a riscos cambiais, constrangimentos logísticos internacionais e a vulnerabilidade na segurança alimentar.
Rui Minguêns disse que este desequilíbrio representa não apenas um desafio produtivo, mas um risco estrutural para a balança comercial e para a estabilidade macroeconómica. Para o ministro da Indústria e Comércio, Angola tem de deixar de ser um país importador para produtor, garantindo a auto-sustentabilidade interna e, quiçá, tornar-se exportador nos próximos tempos. Não obstante a baixa produção, Angola ocupa o terceiro do consumo per capita da África Subsaariana.
A produção nacional de carne de aves, disse, vem demonstrando resiliência, particularmente no período de 2019 a 2025, pelo que se passou de 28 mil 185 toneladas a 64 mil 294 toneladas no ano transacto. O ministro considerou que a ração animal, para a produção de carne de aves, na base de milho e soja, passou de 2,8 milhões de toneladas, para 3,5 milhões de toneladas no mesmo período (2019/2025). Custo de produção O diagnóstico do sector, feito pelo director-geral do Instituto dos Serviços Veterinário, Capitão Cambote, mostra que Angola precisa de enfrentar desafios estruturantes.
Por exemplo, o preço do frango em Angola, de 4 dólares, é dos mais altos da SADC, que é de 2 dólares. De acordo com Capitão Cambonde, apesar do potencial do subsector agrícola, na avicultura persistem os desafios estruturantes, nomeadamente o custo de produção, o custo de importação de insumos, limitação técnica e a falta de uma cadeia de valor organizada concorrem para o alto preço do frango.
A problemática do acesso ao financiamento e a moeda externa, a electricidade são apenas alguns apresentados pelo director dos serviços veterinários, Capitão Cambote.
A meta prevista no Plano Nacional de Desenvolvimento é que 75 por cento do consumo nacional seja coberto pela produção nacional até 2027. O evento juntou produtores, sector financeiro e parceiros estratégicos para definir o aumento da produção nacional de frango e o reforço da segurança alimentar.








