A 5.ª edição da Mesa Redonda com CEO’s juntou representantes dos sectores financeiro, industrial e petrolífero para discutir soluções que reforcem o financiamento da economia e o desenvolvimento do conteúdo local
A Global Service Corporation reuniu cerca de 500 líderes empresariais dos sectores financeiro, industrial e petrolífero durante a 5.ª edição da Mesa Redonda com CEO’s, iniciativa que pretende fortalecer o diálogo entre os principais actores da economia nacional e criar mecanismos para acelerar o desenvolvimento do conteúdo local em Angola.
Segundo o CEO da empresa, Edson Kachivela, o encontro foi concebido para proporcionar um ambiente de diálogo qualificado entre instituições e empresas, permitindo que das discussões resultem grupos de trabalho e soluções práticas para os desafios enfrentados pelos diferentes sectores.
“O nosso papel é criar uma plataforma onde os vários intervenientes possam conversar, compreender as necessidades uns dos outros e estabelecer parcerias que, posteriormente, se traduzam em acções concretas”, afirmou.
O evento não tem como objectivo resolver imediatamente os problemas da economia, mas sim aproximar empresas, investidores e instituições financeiras para facilitar a criação de soluções sustentáveis.
Durante a iniciativa decorreram várias reuniões de negócios (B2B) entre representantes da banca, da indústria e do sector petrolífero. A organização espera agora avaliar os resultados desses encontros e divulgar, posteriormente, os acordos e projectos que possam surgir.
Edson Kachivela destacou ainda o potencial económico de Angola, considerando o país um dos mercados mais promissores do continente africano. Lançou igualmente um apelo aos investidores nacionais e internacionais para apostarem no mercado angolano, defendendo que o país reúne condições para receber novos investimentos e expandir os sectores produtivos.
Passos Coelho defende reforço do financiamento à economia
Também presente no encontro, o ex-primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, considerou que a economia angolana apresenta hoje um nível de diversificação superior ao registado há alguns anos, fruto do crescimento gradual do sector não petrolífero.
Na sua intervenção, defendeu que o principal desafio passa agora por aumentar a produtividade e o valor acrescentado da economia nacional, permitindo gerar mais emprego, melhores salários e maiores receitas fiscais.
Para o antigo governante português, o fortalecimento do conteúdo local depende da existência de um sistema financeiro capaz de apoiar empresas e investidores, num ambiente de confiança e estabilidade institucional.
Passos Coelho salientou que políticas públicas credíveis e um quadro regulatório estável são factores essenciais para atrair financiamento, estimular o investimento privado e consolidar o processo de diversificação económica de Angola.








