Os influenciadores digitais e activistas cívicos estão a assumir um papel cada vez mais visível no debate político em Angola, impulsionados pelo crescimento das redes sociais como principal espaço de circulação de informação. Contudo, o fenómeno continua marcado por desafios relacionados com a credibilidade das informações, a polarização política, a segurança de quem aborda temas de interesse público e o interesse em benesses, de acordo com diversos especialistas ouvidos pelo jornal OPAÍS
Manuel Sampaio, um dos tiktokers angolanos com vasto número de seguidores e contratos com algumas marcas, afirmou que o facto de as plataformas digitais se terem transformado no maior centro de transmissão de informação contribuiu para o aumento do número de criadores de conteúdos dedicados à política.
Segundo o influenciador, há alguns anos era reduzido o número de pessoas que produziam conteúdos políticos nas redes sociais, cenário que se alterou significativamente, porém, adverte que todo cidadão tem responsabilidade na formação da opinião pública.
Defende, por isso, que os influenciadores devem apresentar as suas posições com coerência, baseando-se em factos verificáveis e transmitindo ao público opiniões sustentadas por argumentos consistentes.








