O empresário Jamir Baptista afirmou que, faça sol ou faça chuva, Benguela tem indústria e continua a produzir, reconhecendo que as cheias de Abril deste ano causaram um “pesado” embate às indústrias locais. Contudo, considera que o alívio económico, através de uma linha de crédito de mais de 30 mil milhões de kwanzas, constitui uma lufada de ar fresco para os empresários se reerguerem.
Constantino Eduardo, em Benguela
Jamir Baptista garante que “a catástrofe não mexeu com o ambiente de negócios” e afirmou que, durante a Feira Internacional de Benguela (FIB), a província está a exibir a sua capacidade produtiva.
Depois daquilo que o empresário qualifica como um “pesado” embate, os empresários em Benguela estão a reerguer-se e a continuar a trabalhar. Na sua perspectiva, o sector empresarial sai agora mais forte, depois do alívio económico accionado pelo Governo, com base numa linha de crédito de mais de 30 mil milhões de kwanzas.
Na FIB, Jamir Baptista, proprietário de uma fábrica dedicada ao fabrico de utensílios domésticos em alumínio, como panelas, bacias e canecas, com duas linhas de produção, projecta um “impacto significativo” para o futuro da indústria em Benguela.
O empresário revelou que as vendas, ao longo dos dias da feira, ultrapassaram um milhão de kwanzas, resultado que considera satisfatório, tendo em conta que a linha industrial é nova.
“Para uma indústria nova, em que conseguimos lançar a marca ‘Vó Maria’, há motivos mais do que suficientes para estarmos felizes. É a melhor praça, é o melhor evento”, afirmou.
De acordo com Jamir Baptista, a FIB demonstra que Angola tem capacidade de produção e que o futuro da indústria nacional é promissor, considerando que o actual quadro pode contribuir para a redução das importações.
A título de exemplo, explicou que a sua fábrica conta com uma linha de produção de cinco mil peças diárias, com capacidade para abastecer todo o mercado nacional, desde instituições públicas até ao sector privado.
O empresário afirmou ainda que as cheias afectaram apenas a produção de várias indústrias, mas não comprometeram o ambiente de negócios, reconhecendo que a experiência e a capacidade de resiliência de cada empresário falaram mais alto.
“Felizmente, foi um problema que se circunscreveu a Benguela, não se expandiu para toda Angola”, concluiu.












