O presidente do Conselho de Administração (PCA) do Porto do Lobito, Celso Rosas, defendeu, esta sexta-feira, 24, que o Corredor do Lobito deve deixar de ser encarado apenas como uma rota para o escoamento de minérios e passar a assumir-se como um motor de desenvolvimento económico para Angola e para a África Austral.
A posição foi apresentada durante a mesa-redonda subordinada ao tema “Economia, Logística, Desenvolvimento Regional e Sustentabilidade do Corredor do Lobito”, promovida pela Empresa Portuária do Lobito no seu espaço na 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA).
Perante uma plateia composta por mais de 50 empresários, investidores e académicos, reunidos na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, Celso Rosas afirmou que a infraestrutura deve deixar de ser vista apenas como um porto para se tornar na principal alavanca económica das regiões Centro e Sul do país.
Segundo o responsável, o projecto representa uma resposta estratégica para reduzir a dependência do petróleo, através da aproximação logística aos centros produtivos, permitindo optimizar o transporte de carga geral, minérios, contentores e apoiar a agricultura local.
O PCA destacou ainda que as concessões atribuídas à África Global Logistics (AGL), no Terminal Polivalente, e à Lobito Atlantic Railway (LAR), no Terminal Mineiro, já começam a produzir resultados, com a atracção de investimento privado, criação de empregos e aumento das receitas.
De acordo com Celso Rosas, o objectivo passa por transformar o Lobito numa plataforma de exportação de produtos com o selo “Made in Angola”, facilitando o escoamento para a Zâmbia, a República Democrática do Congo (RDC) e outros mercados internacionais.
A mesa-redonda contou igualmente com as intervenções do secretário executivo da Agência de Facilitação do Transporte de Trânsito do Corredor do Lobito (AFTTCL), Amadeu Nunes, do director comercial da LAR, Artur Silva, e do director de Finanças da ALT-Lobito Terminal, José Jacinto.
Na ocasião, Amadeu Nunes defendeu uma maior aposta na produção nacional e na reabilitação das vias de acesso regionais como factores essenciais para consolidar o Corredor do Lobito. Já Artur Silva enalteceu a liderança do Porto do Lobito e considerou a linha férrea um canal aberto e inclusivo para todos os sectores produtivos da economia.
Por seu turno, José Jacinto reafirmou o compromisso da ALT-Lobito Terminal com a modernização das infraestruturas e com a formação e capacitação do capital humano.
FILDA 2026







