Em Dezembro de 2025, com a transferência progressiva das operações de várias companhias aéreas internacionais — incluindo Emirates, Air France, TAP Air Portugal, Lufthansa, Qatar Airways e Ethiopian Airlines — para o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto (AIAAN), Angola concluiu com êxito a integração plena deste importante hub aéreo no sistema global de aviação. O aeroporto, construído com a participação de empresa chinesa, afirma-se assim como uma das principais portas de entrada aérea do país para o mundo. Anteriormente, a TAAG Linhas Aéreas de Angola havia já concluído, em Outubro de 2025, a transferência total das suas rotas, marcando o arranque sólido das operações regulares de passageiros no AIAAN
Sendo o maior e mais avançado projecto de infra-estrutura aeroportuária alguma vez realizado em África, o AIAAN foi concebido, desde a fase de planeamento, com a missão estratégica de reforçar a capacidade aeronáutica nacional de Angola, promover a conectividade regional e impulsionar a diversificação económica.
Em fevereiro de 2017, o Ministério dos Transportes de Angola e a China National Aero-Technology International Engineering Corporation (CAIEC) assinaram o contrato EPC para a execução das obras remanescentes do projecto, no âmbito de uma cooperação profunda entre os governos da China e de Angola.
Em Outubro de 2018, o projecto beneficiou de financiamento chinês, entrando numa fase de construção acelerada e abrangente. O AIAAN (então designado NAIL) teve início em 2005, mas as obras foram totalmente interrompidas no final de 2015. À data, a estrutura principal do terminal de passageiros, a cobertura metálica e o telhado encontravam-se concluídos, enquanto outras áreas do terminal, a zona de vôos e diversas infra-estruturas de apoio tinham apenas concluído as fundações, representando cerca de 40% da execução global do projecto.









