Taekwondo na capital do país atra vessa um período de transição marca do pelo aumento da frequência competitiva e pela afirmação como principal viveiro de talentos do país, apesar das persistentes limitações infra-estrutu rais e financeiras que condicionam a modalidade
A história do taekwondo na capital angolana remonta a mais de quatro décadas, período marcado por um processo complexo de afirmação institucional e pela necessidade de autonomia administrativa da Associação Provincial de Luanda (APTL) face à estrutura nacional. A gestão técnica e administrativa era partilhada com a federação angolana da modalidade, o que gerava constrangimentos na organização de dados e no foco específico necessário para o desenvolvimento dos atletas da capital.
A necessidade de uma gestão mais exacta e localizada levou à desintegração formal da associação, permitindo que a província de Luanda traçasse o seu próprio caminho no ordenamento desportivo nacional. Nos primeiros anos, a condução da modalidade esteve sob a responsabilidade do Mestre Moinga, o primeiro presidente, que lançou as bases fundamentais num contexto de parcos recursos financeiros e materiais.
A fase seguinte foi liderada pelo Mestre Lourenço da Silva, figura proeminente que consolidou o legado inicial, expandindo a prática do Taekwon do a vários pontos da província, ainda sob um modelo de gestão centralizado. A cronologia seguiu com o Mestre Garcia, o terceiro presidente elei to, cujo mandato foi interrompido por impedimentos administrativos, forçando a instituição a entrar num período de gestão provisória.
Esta transição foi assegurada pelo então vice-presidente, Nelson António Miranda Gomes, que as sumiu a presidência interina com o apoio de Justino Jamba nas funções de secretário-geral, garantindo a continuidade das operações. Durante décadas, a prática da modalidade foi marcada por condições rudimentares e uma escassez de provas oficiais, factores que limitaram severamente a progressão técnica dos atletas e a visibilidade dos clubes angolanos.
Por: Kiameso Pedro








