Pelo terceiro ano consecutivo, a Agência Nacional para a Gestão da Região de Okavango (ANAGERO) realizou o RAID Okavango, uma expedição que leva turistas, jornalistas e potenciais investidores a conhecer a zona de Okavango, de que Angola também faz par te, além do Botswana, Zâmbia, Namíbia e Zimbabué. A aventura, as paragens nocturnas, os laços criados e troços de “tirar o casaco” marcaram a 3.ª edição do evento
Foi em Chicala Choloanga, município da província do Huambo – zona sul do país –, onde teve início a 3.ª edição do RAID Okavango. O ponto não foi escolhido ao acaso, mas por uma razão clara: é naquela região onde nasce o rio Kuvango, que se estende pela zona trans fronteiriça de conservação do Okavango.
Fernando Henrique, rei dos Wassambos, foi o anfitrião, tendo acompanhado os turistas às Pedras de Candumbo, onde se concentraram momentos antes. Passam os anos, mas mantêm se os hábitos: além da oferenda, como forma de receber a bênção divina, todo o visitante daquela região é convidado a fazer uso da água (para lavar o rosto, beber…) da nascente que dá origem a outros rios no país.
Chicala Choloanga está dividido em duas comunas e conta com uma população de 162.000 habitantes. Fez-se saber, durante a visita, que a produção agrí cola é a actividade principal da região, havendo ali o cultivo do milho, do abacate, do feijão mu cuna, do café arábica, do feijão catarina, da soja, do feijão preto e do fertilizante do solo.
De Chicala Choloanga, os expedicionários, distribuídos por mais de 40 viaturas, partiram para Cuito, no Bié, onde visitaram o Memorial da Batalha do Cuito. Naquele lugar, a história permanece viva, contada através de quadros que revelam a história de uma batalha travada durante anos, além de jazigos onde estão os restos mortais de antigos combatentes.
Além de ouvir a história, foi possível depositar flores em memória daqueles que perderam a vida no desenrolar do confronto. O primeiro dia na província do Bié mostrava-se muito atractivo, com o percurso de nível bom. Houve tempo para se conhecer a Ombala Eka vongo, considerada aquela que deu origem ao Bié, por ser ali onde Serpa Pinto negociou a construção da província.
E ainda o Marco Geodésico de Angola, no município de Camacupa. Estudos geodésicos permitiram concluir que o ponto zero de Angola se encontra no Bié. É no Bié onde o país começa, tal como explicou um dos responsáveis da Administração Municipal de Camacupa na recepção aos expedicionários.
Por: Germano Notícia, em digressão no RAID Okavango












