Em entrevista ao jornal OPAÍS, o antigo treinador do Recreativo da Caála, Petro do Huambo e Benfica do Huambo, Carlos Alberto Cardeau, de 61 anos, lamentou o estado em que se encontra o desporto rei e o atletismo, na Cidade Vida. O técnico, que conquistou a Taça de Angola ao serviço do Bravos do Maquis do Moxico, em 2015, espera que a gestão do Estádio Nacional Daniel Cassoma Lutucuta, inaugurado há uma semana, seja feita por uma empresa particular
À margem da inauguração do Estádio Nacional Daniel Cassoma Lutucuta, no bairro das Cacilhas, na província do Huambo, o treinador e antigo jogador de futebol Carlos Alberto Cardeau mostrou-se triste pelo estado em que se encontra o desporto rei, no Huambo, tendo revelado que a modalidade não goza de muito boa saúde.
Carlos Alberto Cardeau lembrouo facto de a província ter sido sempre terra do futebol, visto que o Huambo foi uma das províncias do país que mais formou jogadores. “E hoje, para nós, é lamentável vermos o estado actual do futebol na nossa província. Tirando o Ferrovia, Recreativo da Caála, que estão a competir para tentarem ascender à primeira divisão, não temos mais clubes com capacidade”, lamentou.
Carlos Alberto Cardeau acredita que o empresariado provincial também não tem poder financeiro para apoiar os clubes e não tem sido muito atencioso em relação ao desporto e, em particular, o futebol na província do Huambo. “Nós não temos políticas, nesse momento, que possam garantir uma certa estabilidade cá na província”, desabafou.
Aliás, Carlos Alberto Cardeau foi mais longe e acrescentou o seguinte: “Nós, hoje, no Huambo, praticamente fazemos desporto de recriação, não de alta competição, por falta de investimentos, por falta de políticas, por falta de apoio empresarial”.
O treinador reconheceu que se tornou muito difícil a província do Huambo tentar competir com as demais, porque as outras províncias investiram muito neste quesito.
“Mas eu acredito que as pessoas estão atentas para inverter o quadro. Vai-se notando, de facto, que mesmo a nível da Associação Provincial do Futebol (APF), há um grande trabalho no sentido de colocar a competir os escalões de formação e de seniores”, enalteceu.
Adicionalmente, Carlos Alberto Cardeau felicitou a Associação Provincial do Futebol que muito tem feito, mas que não é o suficiente. “Acredito que, com essa nova direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), liderada por Alves Simões, também deve ser um dos pontos que devem ter em agenda, no sentido mesmo de tentarem apoiar as províncias, e, particularmente, o Huambo. Vamos ter esperança”, frisou.
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