A exposição “Inspiração da Terra Una”, do artista plástico Álvaro Macieira, que manifesta o desejo de reconexão e unidade num país marcado por histórias de fragmentação colonial, social e territorial, encontra-se patente no Centro Cultural Português – Camões, para apreciação do público
Composta por mais de 30 obras, a mostra sugere que, para além das diferenças regionais, políticas ou culturais, existe um fundo simbólico partilhado, uma matriz espiritual e imaginária que liga os angolanos entre si e à própria Angola.
Neste trabalho, o artista apresenta um conjunto de pinturas em técnica mista, com predominância do acrílico, reafirmando uma das linhas mais consistentes da sua trajectória: o diálogo entre a memória ancestral africana e a linguagem da pintura contemporânea.
As telas são habitadas por máscaras estilizadas, figuras que evocam a escultura tradicional angolana e africana, bem como por animais, sobretudo aves, que atravessam o seu imaginário como símbolos de passagem, ligação e espiritualidade.
Mais do que referências à arte tradicional, esses elementos funcionam como signos vivos, reactivados no presente. Segundo o anfitrião, Álvaro Macieira, depois de ter encerrado o ano passado com uma exposição em Houston, nos Estados Unidos da América, em comemoração aos 50 anos da Independência de Angola, aceitou o convite para expor no Camões com entusiasmo.
“Aceitei o convite porque a exposição estava marcada para o meio do ano, mas foi antecipada. Isso é muito bom, pois assim terei mais energia para continuar a criar coisas novas ainda este ano”, adiantou.









