Após vários grupos terem participado da maior manifestação cultural no País, o Carnaval, a nossa reportagem ouviu representantes de algumas agremiações para auferir o que, de concreto, têm feito durante o ano para rentabilizar, face aos constrangimentos que enfrentam por falta de apoios, assim como à recepção tardia dos subsídios atribuídos pela APROCAL- Associação Provincial do Carnaval de Luanda
A nossa empreitada contou com a participação de distintos grupos carnavalescos e, o quanto podemos constatar, muitos são os que sobrevivem através de endividamento, contribuições dos próprios membros (como a “reunião de bater cabeças”) e o apoio pontual de empresários ou figuras políticas locais, para se manterem operacionais.
Muito deles vêm, ao longo de vários anos, fazendo da “tripa coração” para se poderem manter presentes nas mais diversas acções pontuais que os envolvem, de modo a garantir o nome e a sua marca nos desfiles competitivos, traçando novas estratégias de actuação, mas a dependência do prémio final para pagar dívidas jurídicas e operacionais é uma realidade constante.
Enquanto as agremiações de menor disponibilidade financeira concentram-se na correcção dos erros detectados durante o acto competitivo, bem como na criação de acções atractivas na área do entretenimento, de modo a angariar e reforçar os seus fundos, com maior poderio financeiro vão-se focando cada vez mais nas inovações de todo o aparato técnico e logístico, de modo a surpreender em cada edição do Entrudo os seus adversários.








