Está patente, no Palácio de Ferro, em Luan da, a exposição “Angola 75 – A Expressão Gráfica da Independência”, com mais de 200 elementos do vasto acervo dos promotores e coleccionadores José Julião e Jeredh Santos, como cartazes, notas em Kwanza, recortes de jornais, revistas, livros, discos, selos, mapas e outros, dispostos em vitrinas que destacam a uto pia e a visão, o tempo colonial, a independência e a solidariedade, marcado de forma significativa os grandes momentos da história de Angola até aos nossos dias A iniciativa, realizada com a parceria da Fundação BAI, pro põe ainda uma leitura aprofundada das camadas visuais, políticas e afectivas que marcaram o período entre 1960 e 1979, um dos mais decisivos da história contemporânea de Angola, com uma leitura documental sobre o contributo de artistas, escritores, designers gráficos e editores nos debates políticos e culturais do seu tempo, destacando a cultura como espaço de reflexão e intervenção.
Resultante de uma pesquisa de acervo conduzida por Tila Likunzi e João António, a mostra conta com um plano de vi sitas educativas para escolas, universidades e projectos socioculturais e ficará patente até ao dia 29 do próximo mês de Maio.
Durante a inauguração, feita pela PCA da Fundação BAI, esteve presente a secretária de Estado da Cultura, Maria de Jesus da Piedade, em representação do Ministro da Cultura, Fi lipe Zau, e outros convidados.
Na ocasião, Maria de Jesus da Piedade considerou de grande relevância a iniciativa cultural promovida pela Fundação BAI, num espaço emblemático como é o Palácio de Ferro. “Hoje não estamos apenas diante de uma exposição.
Esta mos diante de um encontro de memória, de um diálogo profundo entre o passado e o presente, entre o registo e a identidade, entre a imagem e a história”, frisou. Por sua vez, a PCA da Fundação BAI, Inokcelina de Carvalho, valorizou a exposição, considerando que a instituição acredita que a memória é um poderoso instrumento de educação.
E que, através desta, podemos nos tornar mais conscientes, aumentando o sentido crítico de pertença, principal mente quando expostos a ela de tenra idade. Já o promotor Jaredh Santos, um dos colecionadores que dá vida à exposição explicou o significado desta amostra que revisita a expressão gráfica da in dependência. Segundo o mesmo, a mostra possui dois ou mais significados; quer como colecionador, quer como angolano.
“Queremos ressaltar o senti do patriótico que existe em cada um de nós que de alguma for ma foi graficamente expresso e se pode ver na exposição. É a materialização de um sonho. A gente colecciona vários artigos e muitos deles ficam só connosco em casa e nem a nossa família tem acesso as coisas por falta de algum interesse, por falta de oportunidade. Portanto, essa é a realização de um sonho, de poder expor artigos de interesse comum e sem fins lucrativos”, descreveu.









