Dados disponibilizados pelas instituições museológicas indicam que o índice de visitas aos museus tem vindo a crescer ligeiramente nos últimos anos, entretanto, ainda assim continua muito abaixo do ideal. Menos de 150 pessoas visitam os museus semanalmente, sendo que, neste número, mais de 65% representa os estudantes que se deslocam a estas instituições, na maioria das vezes, para fins de pesquisa académica ou para actividades extracurriculares, e cidadãos estrangeiros que mostram interesse em conhecer um pouco mais sobre a história e a cultura angolana
Os museus são instituições históricas cuja missão é manter viva a história e a cultura de um povo ou nação. Erguidas, geralmente, em infraestruturas que carregam um peso histórico, combinando com a sua missão, visão e valores, os museus albergam não apenas a história, albergam a essência, as raízes e percurso que fazem parte do passado, do presente e do futuro de um povo.
Na capital do país, em Luanda, os museus estão, maioritariamente, concentrados no centro da cidade, em zonas urbanas como Mutamba, Kinaxixi, Maculusso, estando apenas um desconcentrado da cidade, no caso, o Museu da Escravatura, situado no município de Belas, distrito do Morro dos Veados.
Tendo em vista a celebração do Dia internacional dos Museus (a se assinalar a 18 de Maio), o jornal OPAÍS procurou visitar algumas destas instituições e constatar de perto a dinâmica de trabalho, a política de gestão e funcionamento, bem como o índice de visitas.









