O histórico e monumental edifício da Administração Municipal do Cazengo foi ontem oficialmente declarado como Património Cultural Nacional, pelo ministro da Cultura, Filipe de Pina Zau, durante o acto central da festividade do dia da cultura nacional
A província do Cuanza-Norte acaba de ganhar mais um monumento histórico que ascende a Património Nacional. Trata-se de um edifício erguido entre os anos 1940 a 1950 que serviu de sede administrativa da antiga Vila de Salazar, na era colonial.
A imponente infraestrutura foi o primeiro palácio administrativo erguido naquela cidade e que serviu igualmente para acolher importantes figuras do rei de Portugal antes da independência.
Com a sua elevação, Cuanza-Norte, especialmente a cidade de Ndalatando, destaca-se mais uma vez como um seleiro cultural que acomoda algumas importantes infraestruturas históricas cujos valores culturais transcendem a barreira do tempo, como considerou o director-adjunto do Instituto Nacional Patrimonial, Emanuel Caboco.
“Uma das grandes vantagens desta classificação é que este edifício se torna a partir de hoje um símbolo de valorização da nossa cultura a nível nacional, torna-se um bem comum para todos os angolanos na qualidade de um elemento que testemunha a história de um certo povo, a sua evolução e preserva a essência deste mesmo povo”, considerou o director.
Ressaltou que a elevação reforça o valor turístico da cidade e torna-se assim numa paragem quase que obrigatória para todos aqueles que decidem visitar a cidade de Ndalatando, precisamente o município do Cazengo.
Por sua vez, o administrador municipal do Cazengo, Adilson do Amaral Lopes, disse que a classificação do património representa para o município não apenas o reconhecimento da riqueza histórica e arquitectónica do edifício, mas também a valorização da memória colectiva e da identidade cultural do povo do município do Cazengo.
“Esta decisão da elevação deste património honra o esforço de gerações que contribuíram para a construção e preservação deste edifício tornando-o símbolo de cidadania, tradição e desenvolvimento”, expressou o administrador.
O mesmo apelou que aos munícipes e não só a continuarem a unir esforços na preservação e conservação do edifício e na promoção da imagem do referido património, de modos a garantir que as futuras gerações possam desfrutar e orgulhar-se da conquista cultural que acaba de se consumar.









