Pela sexta vez, em cinco anos, membros da família Tucker, descendentes de angolanos levados para a América do Norte durante o tráfico transatlântico de escravos, regres saram na Segunda-feira, 29 de Junho, à vila histórica de Massangano, no Cuanza-Norte, numa visita que alia memória, identidade e reconciliação com o passado
Durante a visita, os descendentes percorreram o Forte de Massangano e outros locais ligados ao período colonial e ao tráfico de escravos, num programa que incluiu encontros com autoridades tradicionais e representantes do Governo Provincial do Cuanza-Norte.
Para a família, estabelecida no estado norte-americano da Virgínia, a viagem representa mais do que uma visita a um local histórico. É um regresso simbólico às origens de uma linhagem se parada de África há mais de quatro séculos. “Massangano ocupa um lugar central na história da nossa família”, afirmou Wanda Tucker, representante da família.
“Sempre que regressamos, sentimos que recuperamos uma parte da nossa identidade e fortalecemos a ligação com os nossos antepassados.” A família Tucker é reconhecida como descendente dos primeiros africanos que chegaram, em 1619, à colónia inglesa da Virgínia, um episódio frequentemente apontado como o início da escravização documentada de africanos na América do Norte britânica. Historiadores consideram que parte desse grupo foi capturada no antigo Reino do Ndongo, território que integra atualmente Angola.








