A escassez de recursos financeiros e meios de deslocação está na base da não expansão do legado do escritor e ensaísta angolano Óscar Ribas para outras regiões do país, sobretudo para as províncias onde o autor viveu e desenvolveu parte da sua actividade, como é o caso do Cuanza-Sul, Cuanza-Norte e Benguela
A preocupação foi manifestadapelodirector-geral da Casa-Museu Óscar Ribas, Nelson Pinto, à margem das comemorações do 117º aniversário do seu patrono, que se assinalou ontem, 17, na referida instituição, em Luanda, que culminou com a exposição fotográfica sobre vida e obra do também etnólogo.
“Os desafios são constantes. Pretendemos ir para fora de Luanda a fim de levarmos o legado e os escritos de Óscar Ribas para outros pontos por onde ele passou, mas a falta de meios de locomoção dificulta este processo”, afirmou. Para o director, conhecer o percurso de Óscar Ribas implica também sair dos limites da instituição e procurar, nos diferentes locais por onde passou, elementos que permitam aprofundar a investigação sobre a sua vida e obra.
A instituição pretende, por isso, identificar objectos, documentos e outros elementos relacionados com o escritor que ainda possam existir nas localidades onde viveu ou esteve, a fim de reforçar o acervo do Museu e criar novas salas de exposição destinadas ao público. Num contexto em que o acesso à informação é cada vez mais marcado pelas tecnologias digitais, o responsável reconheceu a necessidade de adaptar a divulgação do acervo às novas plataformas, sobretudo para aproximar os jovens da vida e obra do autor.
Nelson Pinto revelou que a instituição está a criar planos e a procurar parceiros que possam apoiar o processo de digitalização e disponibilização de conteúdos sobre Óscar Ribas. Para o responsável, a existência de patrocinadores seria fundamental para permitir que a Casa-Museu avance para uma maior digitalização dos seus serviços e do seu património.
POR:Musseque Segunda





