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BUTTON ROSE: “Entrei para a música para sustentar a família e pagar a escola dos meus irmãos”

Button Rose, um dos mais ouvidos e proeminentes artistas da nova geração de músicos angolanos, revela que entrou para o mundo da música devido à falta de condições que o forçaram a encontrar um meio de subsistência para si e a sua família e ajudar a custear os estudos dos irmãos mais novos, já que é o primogénito

Bernardo Pires por Bernardo Pires
22 de Novembro, 2024
Em Cultura, Destaque, Em Cartaz

Um dos mais ouvidos e apreciados artistas da nova geração do musical nacional, Button Rose revelou, em entrevista ao jornal OPAÍS, que não fazia parte dos seus planos ser músico e que, aliás, sempre quis dedicar-se à missão do evangelho, inspirando-se nos passos do pai que o tinha como maior referência.

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“Depois de tentar outras formas e bater várias portas, a música era a última coisa que me tinha restado. Era a única esperança que tinha para ajudar a minha família e especialmente para ajudar a pagar os estudos dos meus irmãos mais novos”, começou por contar o artista.

Natural de Saurimo, província da Lunda-Norte, Button narra que veio com a família a Luanda no início do ano 2000, para tentar a vida na cidade capital, na altura ainda um menino cheio de sonhos e expectativas.

Posto na capital, o município do Kilamba Kiaxi, propriamente no distrito do Golfo-2, bairro Avó Kumbe, foi a zona em que a família se instalou, e foi também naquela zona suburbana de Luanda que o jovem músico cresceu e foi despertando as suas tendências musicais.

O jovem artista conta que sempre foi alguém ligado à igreja, devido ao seu pai, e que já se estava a preparar para seguir os mesmos os passos do seu progenitor e liderar a igreja da família.

Segundo explica, se não fosse a música, hoje seria pastor com o título de “apóstolo”, uma vez que já tinha concluído a formação religiosa para exercer tal cargo e auxiliar o seu pai na liderança da igreja.

No entanto, a vida “forçou-lhe” a tomar um outro rumo, após a morte do pai. “Eu já pregava na igreja do meu pai, estava a ser preparado para ser pastor ou apóstolo”, contou.

Explicou que, com o passamento físico daquele que, além de ser o provedor da família, era também a sua maior inspiração e orientador religioso, viu-se obrigado a fazer outras escolhas e trilhar outros caminhos para ajudar a mãe (viúva) a sustentar os filhos e, especialmente, ajudar a pagar os estudos dos seus irmãos mais novos, uma vez que era o primogénito.

Relação com a música

A sua relação com a música nasceu no coral da igreja, ainda pequenino, e foi se intensificando à medida que ia crescendo e aperfeiçoando as técnicas vocais e dominar os instrumentos musicais, sobretudo a guitarra, que sempre foi a sua “fiel companheira”.

Com a perda do pai, explica, a vida ganhou outro rumo, e o que antes era só um desejo passou a ser uma necessidade.

Adianta que as coisas se tornaram mais difíceis e era preciso alguém sair da zona de conforto e ir à luta, em busca de meios de subsistência para a família. “Vi na música a solução para combater a fome e apoiar os meus irmãos”, precisou o artista.

Durante a entrevista ao OPAÍS, o artista revelou que, antes de experimentar a música na posição de cantor, passou ainda pela experiência de bailarino de kuduro e afrohouse, na época enquanto integrante de um grupo de bailarinos conhecido no seu bairro como “Os Afrozulo”.

Com o passar do tempo, com as condições a deteriorarem-se e as responsabilidades a aumentarem, o mesmo sentiu a necessidade de arranjar outra forma de “ganhar a vida”, tendo percebido que a dança não lhe estava a dar os resultados desejados, pelo menos não em termos financeiros.

Foi então que decidiu experimentar-se na música, compondo suas próprias canções enquanto tocava a sua guitarra que sempre a acompanhava nos tempos difíceis e solitários.

“Foi uma fase complicada, porque recebi muitos ‘não’, os produtores não acreditavam no meu potencial como cantor, mas não desisti e continuei a lutar até dar certo”, acrescentou.

Venda do primeiro álbum

Entre 2023 e 2024, Button Rose lançou aquelas que, até ao momento, são das músicas mais ouvidas pela juventude angolana, no que diz respeito ao género musical ghettozouk.

As músicas “Não atrasaste?”, “Oração dela” e “Últimas lágrimas” constam da lista das mais ouvidas e solicitadas nas plataformas digitais, alcançando mais de 3,7 milhões de visualizações no Youtube, até ao momento.

Com este feito, o artista juntou-se à lista dos músicos da nova geração mais ouvidos da actualidade, nos estilos kizomba e ghettozouk, ao lado de Gerilson Insrael, Anderson Mário e Chelsea Dinorath.

Face a este êxito, o artista expressa gratidão aos seus fãs e ao público em geral pela aceitação e apreciação das suas músicas, adiantando que para si este reconhecimento tem servido de força motivadora para continuar a persistir e fazer o seu trabalho com amor, responsabilidade e entusiasmo.

Além dos três temas musicais, Button lançou também outras músicas que tiveram uma repercussão positiva e boa aceitação no mercado, entre as quais se destacam “Maria caramba”, “Você prometeu”, “Me fala”, “Não tá na moda”, “Banzelo”, entre outras.

Primeiro grande show no Cine Atlântico

No mesmo dia em que vai vender o álbum, o artista vai subir ao palco do Cine Atlântico, em Luanda, para a realização do seu primeiro grande show, cujo início está marcado para 20h00.

Para o espectáculo, Button traz como convidados os músicos Preto Show, Jéssica Pitbull, Ney Chick, Filho do Zua e Cef Tanzy, sendo este último considerado por si como um dos artistas que o inspirou no começo da sua carreira.

Expectante, o músico apela à participação massiva do público nos dois eventos que vão assinalar os seus 10 anos de carreira assinalados neste ano.

Ciente de que ainda há um grande desafio pela frente, o artista reitera estar preparado para enfrentar as barreiras e atingir altos patamares no mercado musical.

Expectante, o músico apela à participação massiva do público nos dois eventos que vão assinalar os seus 10 anos de carreira

Projectos em carteira

Actualmente, como um das vozes mais ouvidas da nova geração de artistas musicais, Button tem em carteira a ambição de expandir a sua carreira, conquistar cada vez mais o seu espaço no mercado e estampar a sua marca nos anais do musical nacional.

Reforça que vai lutar para continuar a conquistar o público com os seus trabalhos, levando a sua música de Cabinda ao Cunene e do mar ao leste, fazendo com que os temas estejam na boca, na mente e no coração dos angolanos, desde crianças, jovens, adultos e idosos, se necessário.

“Daqui para frente, tenciono expandir a minha carreira, brindar as pessoas com boa música, boas mensagens, trazer temas diversificados. Quero dar às pessoas o melhor de mim.

Prefiro estar na boca do povo através da música”, ressaltou o jovem artista, carinhosamente tratado por “o filho do Golfo-2”.

Fez saber ainda que ambiciona expandir os seus trabalhos noutros palcos fora de Angola, mas que antes quer levar a sua arte um pouco por todo o país.

Button adiantou, em exclusivo a este jornal, que está a reunir as condições para poder realizar uma mini-tournée de espectáculos pelo país, passando por algumas províncias, ainda no primeiro trimestre de 2025.

Internacionalização da carreira

Segundo o artista, a ambição de internacionalizar sua carreira é evidente em seu esforço para diversificar seu estilo musical e colaborar com artistas de diferentes partes do mundo.

 

 

Bernardo Pires

Bernardo Pires

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