OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 1 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Quinta-Feira Santa: outra lógica de viver e acreditar

Jornal Opais por Jornal Opais
6 de Abril, 2023
Em Opinião

Recordo como em 1967 na Praia Grande, Colares, fui levado a fazer o que que me parecia sem lógica. Estava a nadar e a tentar sair para fora da água.

Poderão também interessar-lhe...

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

Tudo parecia estar certo. Oiço um apito estridente na praia.

E logo um grito. Não nade, mantenha-se ao de cimo! Vai um banheiro buscá-lo. Era para mim. Está em perigo, está num redemoinho.

E lá veio o banheiro com boia presa a uma corda.

Não percebi, mas fui-me aguentando. Calmo por ver o salvador a correr tirar-me do perigo.

Mas não sabia porquê.

Afinal, nadando era mais puxado para o buraco sugador. Numa leitura recente (resumo), li que muitos crentes vivem a crença sem tomar uma decisão consciente das razões da sua fé, ao contrário dos convertidos letrados.

Um outro escritor, convertido duas vezes (Emmanuel Carrère, O Reino), fala mais claro. Antes da conversão, diz, cada descrente tem algo a ouvir de Cristo; e para ele foi: “deixa-te ir, já não és tu quem conduz” e isso foi para ele renunciar e ficar aliviado, “chamado ao abandono”, e era o que ele mais queria.

Mas, também, isso lhe dizia a Quem a pessoa se abandona e que a vai conduzir aonde ela não quer ir, como ele aplica a si, a frase de Cristo a Pedro, a seguir à pesca milagrosa: outros te guiarão e levarão para onde não queres ir (Jo.21,18).

Os descrentes (ateus, agnósticos) enquanto adiam a sua conversão, como o escritor, não entendem nem aceitam.

Talvez por se considerarem sábios eruditos, não suportam estar ao nível dos filhos pequenos que confiam nos seus pais?

Os simples, como os Pastorinhos, a Virgem Maria, S. José, e milhões de outros entenderam e aceitaram as razões do Alto mais que as suas.

Jesus pede que os seus seguidores se tornem como crianças (e nasçam de novo) para entrar no Reino de Deus. E muitos entram nele, como entram na vida terrena em relação com os pais, sem entenderem tudo. G. K.

Chesterton tinha razão com a sua anedota (cito de memória):o filósofo teima meter o céu na cabeça e rebenta; o poeta contenta-se com meter a cabeça do céu e espreitar deliciado para dentro.

Na última Ceia, Jesus desarrumou as categorias de igualdade, tão badaladas na Revolução Francesa já esquecida dos valores cristãos.

Jesus, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo (escravo), tornando-se semelhante aos homens.

E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! (cf. Fil 2:6-11).

Não foi apenas diante dos guardas do Sinédrio, do Sumo-Sacerdote, Pilatos e da soldadesca.

Na Ceia eucarística, na véspera, deu poderes divinos aos discípulos seus sacerdotes para celebrarem a sua memória mudando o pão no seu Corpo, o vinho no seu Sangue, e invocar o Pai e o Espírito Santo para que todos os participantes do seu Corpo e Sangue vivam unidos num só corpo.

Com este poder os sacerdotes atingiram o “cume da dignidade” (Santo Inácio de Antioquia), e fez deles “espantoso milagre” (Santo Efrém da Síria), que até benze Jesus no altar para ser oferecido ao Pai (Santo Afonso).

Por isso, também, o pecado dos sacerdotes é sempre maior e faz tanto mal. No fim da Ceia Jesus confundiu ainda mais a sabedoria humana de tantos mestres.

Lava os pés aos discípulos, como se anulasse a sua posição de Mestre e Senhor, mas recusando essa interpretação: “chamais-me Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou”. Vós deveis fazer o mesmo uns aos outros.

Porquê? Porque vos dei o exemplo (cf. Jo.

13, 13-15). Fácil de entender? Nem por isso.

Pedro também não entendeu.

Por mais Pedra papal que Cristo o tenha feito, o seu Senhor não podia ser escravo dele. E os muito racionais têm razões de erudição para explicar a fé?

O que eu faço, diz Jesus, tu, Pedro, não entendes agora, mas saberás depois.

E Pedro aceitou o que não entendia, fazendo-se pequeno, sem vergonha e sem se conformar com as suas razões, mas abandonando-se a Jesus e à sua palavra para o guiar. Foi conformista ou foi humilde?

Não teve vergonha de aceitar um sentido mais alto e sagrado acima do seu entendimento. O Iluminismo treinou uma parte da humanidade para se conformar com os sábios que negam a dignidade dos pequenos, das crianças, dos pobres e doentes. São ignorantes de muito saber.

Estar com esta maralha insignificante é vergonhoso; é mais cómodo e incha mais ser conformista com as elites do saber, do dinheiro e do poder.

E o mundo lá continua cheio de problemas que esses poderosos não resolvem; gente tão pequena não merece.

 

Por: Aires Gameiro

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Ambiente, legislação e uma sentida homenagem

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Deputado, Presidente da 10.ª Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Ambiente da Assembleia Nacional) Ainda há poucas semanas tive a...

Ler maisDetails

Os jovens estão realmente prontos para o mercado de trabalho?

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Apergunta tornou-se quase um slogan geracional. Mas talvez estejamos a fazer a pergunta errada. A maioria dos jovens não está...

Ler maisDetails

Palavra de honra – Vidas de Ninguém (XIII)

por Domingos Bento
27 de Fevereiro, 2026

«Bruxa, xira, ngapa, feiticeira», abusavam os miúdos no bairro que ela ajudou a erguer quando, ainda jovem, na casa dos...

Ler maisDetails

Quando o desporto constrói a Nação

por Jornal OPaís
27 de Fevereiro, 2026

Quem cresceu em Angola, sobretudo nas décadas marcadas pela incerteza e pelas cicatrizes da guerra, sabe bem o que significa...

Ler maisDetails

Agente do SIC condenado a quatro meses de prisão por aparecer bêbado no serviço

28 de Fevereiro, 2026

Angola acciona plano de contingência e inicia transferência de cidadãos em Israel

28 de Fevereiro, 2026

Ministra assegura que Propostas de Lei da Segurança Social visam responder à necessidade de modernização do sistema

28 de Fevereiro, 2026

PR destaca papel da Polícia Nacional nos 50 anos de existência do órgão

28 de Fevereiro, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.