Naquele dia, todos nós ficámos a rir no pátio da escola quando o Quinguito apareceu com uma metade de bloco que nem conseguia carregar nos seus braços franzinos.
No dia anterior, tinha recebi do a comunicação de que teríamos provas de bloco. Sem ter entendido perfeitamente o que significava, Quinguito levou a expressão ao pé da letra: pegou num bloco de cimento, cortouo ao meio e levou-o para a escola, convencido de que vinha fazer a prova de bloco.
Com os seus braços franzinos, o miúdo, na casa dos 10 ou 11 anos, transportava todo aquele peso, confiante de que era mesmo aquele pedaço de bloco que lhe daria acesso à prova. — Quinguito! Olha o Quinguito! — gritávamos nós, enquanto o víamos transpirar, com a bata toda suja, a carregar o bloco nos seus braços franzinos.












