O local de trabalho não é campo de batalha. É, ou deveria ser, um espaço onde pessoas diferentes se encontram para cumprir uma missão, colocar competências ao serviço da instituição e construir resultados.
Porém, em muitas instituições, estatais e privadas, há ambientes onde a convivência profissional parece uma guerra silenciosa. Uns disputam protagonismo, outros coleccionam informações, alguns puxam ta petes e há quem transforme cada colega num potencial inimigo.
Nessa batalha laboral, existe mui tas vezes uma figura central: o chefe que se comporta como comandante de um território pessoal. É aquele que, em vez de aproximar a equipa, divide para reinar.
Coloca uns contra os outros, alimenta desconfianças, cria preferências e faz da informação uma arma de poder. Quando a liderança deixa de unir e passa a mani pular relações, a instituição perde mais do que produtividade, per de confiança, respeito e espírito de equipa.
DR Há ainda chefias que chegaram ao lugar pela força das relações, pelo nepotismo ou por circunstâncias que pouco tiveram a ver com mé rito e preparação. E o mais preocupante não é apenas a forma como chegaram, mas o comportamento que adoptam depois de chegar.
A arrogância passa a ocupar o lugar da competência, a intimidação substitui o diálogo e a autoridade é confundida com o direito de humilhar, desvalorizar ou silenciar quem pensa de maneira diferente. Um bom chefe não precisa de fabricar inimigos para afirmar autoridade.
Não precisa de contar a um funcionário o que outro disse, nem de levar para uma conversa privada aquilo que ouviu de terceiros, apenas para criar sus peitas. Liderar é saber administrar conflitos sem os multiplicar.
É reconhecer capacidades, corrigir erros com respeito, distribuir responsabilidades com justiça e compreender que uma equipa dividida pode até obedecer por me do, mas dificilmente trabalha uni da por convicção.
Por: YARA SIMÃO












