O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou ontem para uma “convergência de ameaças sem precedentes” no mundo, com mecanismos colectivos sob crescente pressão, novos centros de influência e uma crescente transferência de poder para empresas e particulares
Num tom de advertência, Guterres deu ontem início ao debate anual da Assembleia-Geral das Nações Unidas (UNGA), o seu último enquanto se cretário-geral, no qual frisou que as fraturas no mundo atual estão a alargar-se e as “fissuras tornaram se abismos”.
Guterres recordou que, na última década, guerras irromperam com consequências devastadoras e arrastaram-se com uma “crueldade desprezível”, em que civis tornaram-se alvos, os direitos humanos foram “pisoteados”, a fome foi usada como arma e vários trabalhadores humanitários acabaram mortos.
“O direito internacional foi descartado. As divisões geopolíticas aprofundaram-se. As desigualdades intensificaram-se. A confiança desgastou-se.
A crise climática passou de um alerta longínquo para uma realidade diária. E a inteligência artificial avançou a uma velocidade que apanhou de surpresa até mesmo aqueles que a criaram”, apontou.












