Uma marca vale mais do que um nome, um logotipo ou uma campanha de comunicação. O seu valor está naquilo que constrói na mente das pessoas, nomeada mente reconhecimento, confiança, preferência, distinção e capacidade de cumprir as promessas que faz.
Por isso, branding não deve ser entendido como publicidade, mas como a gestão integrada da percepção, da experiência e da reputação de uma marca. Aplicando este princípio ao “Visit Angola”, a questão não é saber se está a promover o País, mas se essa promoção está a construir uma marca turística capaz de ocupar um espaço privilegia do na mente dos mercados nacionais e internacionais.
O nosso País possui activos mais do que suficientes. Entretanto, possuir activos não significa necessariamente ter uma marca for te. O desafio de Angola consiste em adaptar esta lógica ao seu posicionamento, transformando os seus activos culturais, naturais e históricos numa proposta turística distintiva e consistente. É neste ponto que o brand equi ty ganha relevância.
O visitante não compra apenas uma viagem; compra uma expectativa. Antes de chegar ao local escolhi do, constrói uma imagem através das redes sociais, das notícias, das recomendações, da publicidade e das experiências de outras pessoas.
Depois, compara a expectativa com aquilo que encontra. Se a experiência corres ponder à promessa, a marca ganha valor. Caso contrário, per de valor. A título de exemplo, o Rwanda utiliza o turismo como plataforma de construção de marca.
A associação do “Visit Rwanda” ao Arsenal de Londres levou o nome do país a milhões de pessoas e criou uma ligação entre o destino, o desporto, a natureza e as experiências concretas.
O valor não esteve na presença do logo tipo numa camisola, mas na utilização de uma plataforma mundial para comunicar uma narrativa sobre o país.
Angola está a trilhar, em parte, uma lógica semelhante com a “E1 Luanda Grand Prix” e a associação do “Visit Angola” à equipa Westbrook Racing.
A presença de Will Smith em Angola e a sua aproximação a oportunidades relacionadas com o turismo e o cinema colocam o país nu ma plataforma internacional.
A recente visita de LeBron James a Angola, a passagem pelo Museu Nacional da Escravatura e o seu reencontro com Bruno Fernando mostram como uma visita pode transformar-se numa narrativa peculiar, na qual se cruzam histórias, memória, identidade e basquetebol.
Por: OLÍVIO DOS SANTOS












