Mais de 2.900 pessoas apresentaram resultados reactivos para Hepatite B durante a Campanha Nacional de Sensibilização e Testagem, realizada entre 15 de Julho e 31 de Agosto de 2026, em dez províncias do país.
Ao todo, foram realizados 42.214 testes durante a campanha, dos quais 2.954 apresentaram resultados reactivos, segundo os dados apresentados nesta Quarta-feira, 2 de Setembro, durante o encontro de balanço promovido pelo Ministério da Saúde (MINSA), através do Instituto Nacional de Luta contra a SIDA (INLS).
A iniciativa foi realizada no âmbito das comemorações do Dia Mundial das Hepatites, assinalado anualmente a 28 de Julho, sob o lema da Organização Mundial da Saúde (OMS): “Eliminação para Todos, em Todos os Lugares, Agora Mesmo!”.
Os dados foram apresentados pela directora-geral do INLS, Lúcia Furtado, que destacou os resultados obtidos durante o período de realização da campanha.
Do total de resultados reactivos, cerca de 48% foram registados entre mulheres. Deste grupo, aproximadamente 39% correspondiam a mulheres gestantes.
A responsável alertou, entretanto, para a necessidade de interpretar os resultados da campanha com prudência, esclarecendo que um primeiro resultado reactivo não representa, por si só, um diagnóstico definitivo de Hepatite B.
Segundo explicou, os utentes que apresentam resultados reactivos devem ser encaminhados para unidades sanitárias de referência, onde serão submetidos a exames complementares para confirmação do diagnóstico e avaliação clínica.
Estes procedimentos permitem determinar a necessidade de tratamento e acompanhamento especializado dos utentes com resultados reactivos.
A campanha registou uma taxa global de seropositividade de aproximadamente 7%. Algumas províncias apresentaram taxas superiores à média nacional.
O Cuanza-Sul registou aproximadamente 14%, enquanto Icolo e Bengo apresentou cerca de 12% de resultados reactivos.
Os dados apresentados indicam ainda que a faixa etária dos 20 aos 39 anos concentrou o maior número de resultados reactivos.
Luanda foi a província com o maior número de pessoas testadas, com mais de 19 mil testes realizados, resultado associado, sobretudo, à elevada concentração populacional.
Durante a apresentação do balanço, Lúcia Furtado referiu também que a campanha enfrentou constrangimentos relacionados com a compilação, sistematização e envio dos dados pelas unidades sanitárias.
Estas dificuldades contribuíram para o prolongamento das actividades até 31 de Agosto, permitindo a consolidação das informações provenientes das diferentes províncias abrangidas pela campanha.
Ao intervir no encontro, o secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto de Sousa, em representação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, considerou que o encerramento da campanha deve constituir um ponto de partida para o reforço das estratégias nacionais de prevenção e controlo das hepatites virais.
O governante destacou a importância de avaliar os resultados alcançados, identificar os principais constrangimentos e adoptar medidas que permitam aperfeiçoar futuras intervenções de saúde pública.
Durante o encontro de balanço, o Ministério da Saúde reafirmou o compromisso de Angola com a meta de eliminação das hepatites virais enquanto problema de saúde pública até 2030.





