Em cada 100 cidadãos com veículos automóveis em Angola, apenas 13, presumivelmente, têm o meio rolante assegurado por uma seguradora, alertou o presidente do Conselho de Administração da VIVA Seguros, César de Sousa
A o OPAÍS, o PCA da VIVA Seguros referiu que o cenário tem sido um dos principais desafios que a seguradora a que dirige tem enfrentado, causado por algumas restrições, uma das quais financeiras. “O que acontece é que as pessoas primeiro começam por poupar nos seguros. E isso dificulta o trabalho das seguradoras”, salientou.
Segundo o gestor, a taxa de penetração para 2026, definida pela Agência Reguladora de Seguros (ARSEG), registou uma descida, tudo porque o número de clientes com apólice de seguro automóvel tem registado baixa. “Só para ter uma referência, a ARSEG tinha definido, para o ano em que estamos, uma taxa de penetração de 3%, essa taxa reduziu”, afirmou o PCA, apelando à tomada de iniciativas para que se possa alcançar as metas que têm sido definidas pela entidade.
Entretanto, de acordo com o responsável, é fundamental que também haja maior literacia sobre os seguros automóveis, através de programas de transmissão de conhecimentos, de modo a reforçar a essência do seguro e persuadir os proprietários a garantir os prejuízos que possam surgir nos veículos, principalmente em situação de acidentes. “O que nós temos que fazer é trabalhar mais na literacia do seguro, porque nem sempre a falta de seguro está associada à falta de condições financeiras. Eu ainda acho que o principal desafio é a falta de literacia e depois vem o desafio financeiro”, afirmou.





