As autoridades congolesas anunciaram, recentemente, que a região registou, até ao momento, quatro mil e 381 casos confirmados de Ébola, dos quais dois mil e 11 resultaram em óbitos.
Declarado o surto a 15 de Maio de 2026, não obstante a Organização Mundial da Saúde ter avançado que a doença já existia desde Fevereiro do mesmo ano, mas sem ser detectada pelas autoridades locais, este episódio da patologia é considerado o mais rápido da doença em termos de propagação e consequências na história da República Democrática do Congo.
Segundo soube O País, até ao instante, este surto de Ébola difere da maioria dos outros registados anteriormente, uma vez que a rara estirpe denominada Bundibugyo, responsável pelo surto, ainda não possui vacinas e nem medicamentos aprovados.
O epicentro da doença continua a ser a província de Ituri, no norte do país, que também tem sido palco de ataques de milícias que obrigaram a evasão da população, dificultando os esforços das equipas médicas no trabalho de contenção.
Além de Ituri, que concentra a maior parte dos casos, de acordo com informações avançadas pelo Ministério da Saúde congolês, a transmissão também afectou o Kivu do Norte, Haut-Uelé e Tshopo.





