A Conferência Angolana de Compliance (CAC) realiza-se no próximo dia 16 de Julho, no Hotel EPIC SANA Luanda, sob o tema “Compliance como Instrumento de Soberania e Competitividade Nacional”.
Segundo uma nota de imprensa enviada hoje ao Jornal OPAÍS, o certame vai reunir representantes do Executivo, reguladores, empresas, especialistas e académicos para debater os desafios da integridade, da transparência e da governação em Angola.
O evento, promovido pela NF-CONFOJUR, decorre entre as 08h00 e as 12h30, numa altura em que Angola executa um plano de acção destinado ao reforço do sistema nacional de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, após a inclusão do país na lista de jurisdições sob monitorização reforçada do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).
Neste contexto, a implementação do Regime Jurídico do Beneficiário Efectivo e da Central do Registo do Beneficiário Efectivo é apontada como uma das principais ferramentas para reforçar a transparência, a confiança institucional e a credibilidade internacional.
Durante a conferência serão discutidos temas considerados estruturantes para o ambiente de negócios em Angola, entre os quais o Beneficiário Efectivo e a Transparência Societária, as boas práticas de compliance na contratação pública e os desafios da aplicação destas normas na indústria extractiva, sector estratégico da economia nacional e sujeito a exigências crescentes em matéria de transparência e sustentabilidade.
Um dos momentos de destaque será o lançamento da obra infantil “Compliance na Raiz”, concebida para apresentar às novas gerações, de forma didáctica e acessível, conceitos como ética, transparência, prestação de contas, cidadania responsável e integridade.
A directora-geral da NF-CONFOJUR, Nádia Feijó, considera que a edição de 2026 representa um passo importante na consolidação de uma cultura de integridade em Angola.
Segundo a responsável, o compliance “deixou de ser apenas um mecanismo de prevenção de riscos para afirmar-se como um instrumento estratégico de soberania económica, de fortalecimento das instituições e de aumento da competitividade nacional”.
Acrescentou ainda que a CAC 2026 pretende contribuir para reforçar a confiança dos investidores, valorizar as instituições e promover um desenvolvimento sustentável no país.
A organização refere que a Conferência Angolana de Compliance se afirma como uma plataforma de diálogo entre os sectores público e privado, promovendo soluções alinhadas com as melhores práticas internacionais e contribuindo para o fortalecimento da governação, da transparência e da atracção de investimento qualificado.
Segundo a NF-CONFOJUR, a instituição já transmitiu conhecimentos sobre compliance a mais de sete mil profissionais nacionais e internacionais, apoiando organizações na prevenção de perdas financeiras.








