O artista plástico e proprietário do atelier, Dom Sebas Cassule, garantiu, na Segunda-feira, 6, ao OPAÍS, que a próxima Residência Artística em Luanda, prevista para Setembro, está a ser preparada ao por menor, explorando a cidade como um laboratório criativo
Dom Sebas confirmou que o evento, que envolverá os artistas An tónio Gomes Gonga e o próprio anfitrião, será realiza do com recursos próprios, devi do à escassez de apoios financeiros externos.
Recordou que, para contornar essa limitação, haverá uma sim biose entre materiais convencionais e materiais alternativos, como papel e colagens, visando demonstrar que é possível produzir arte de alta qualidade com baixos custos.
Para si, o conceito de “prática” é explorado em duplo sentido: a adaptação aos modos de vida urbanos e a própria actividade artística como forma de estudo das nuances e dificuldades da cidade. Um dos grandes objectivos desta edição, disse, é transformar o artista em um empreendedor autónomo.
O também curador enfatizou a necessidade de forma lizar a actividade artística como um negócio para que o sector possa contribuir para a economia e, consequentemente, ter legitimidade para reivindicar acesso a crédito e políticas públicas de desenvolvimento .
“A próxima edição da Residência Artística mantém o tema “Luanda, Práticas de Viver e de Vi ver”, utilizando a capital angolana como campo de pesquisa e laboratório experimental”, disse Dom Sebas.
O artista considerou que, actualmente, o ecossistema enfrenta sérias dificuldades, como a ausência de lojas especializadas em materiais profissionais e a alta carga tributária, já que os insumos artísticos não são isentos de impostos na importação. Isso encarece o produto final para o consumidor e dificulta o acesso do grande público à obra de arte.
“Só reclama o seu pedaço de pão quem participa. O cidadão que realiza actividade rentável deve contribuir para o Estado para ter voz e crédito”, enfatizou.








