Através de uma gala de solidariedade alusiva aos seus 48 anos de existência, em Angola, a Cruz Vermelha pretende ver os cidadãos resgatarem a confiança na assistência médica da comunidade
A presidente da Cruz Vermelha de Angola (CVA), Delfina Comandala, garantiu a O PAÍS, Sexta-feira, 19, que a sua instituição vai construir 21 postos médicos no país, tão logo consiga reunir apoio de empresas e entidades individuais. “Essa gala tem como objectivo buscar patrocínio de empresas, instituições e cidadãos, para construirmos os nossos postos médicos, um em cada província”, disse a líder da CVA, tendo esclarecido que, inicialmente, a execução será de uma unidade sanitária em cada uma das 21 províncias de Angola.
Delfina Comandala considerou a oportunidade como um chamamento para que todas as empresas, instituições e entidades individuais se disponham a apoiar a CVA com o que podem e com o que têm.
Durante a abertura formal da gala, a presidente da Cruz Vermelha LITO CAHOOLO socorreu-se da necessidade que uma mãe sente ao ver o seu filho adoecer de noite, de uma criança que precisa de cuidados ou de um idoso que necessita de acompanhamento médico, para se referir, igualmente, à necessidade de um lugar e de um profissional próximos que possam atendê-los e dar-lhes uma resposta ao alcance.
“Uma segurança que se torna quase invisível, precisamente porque estamos habituados à mesma. Mas essa não é ainda a realidade de muitas famílias angolanas, pois, para muitos de nós, o acesso à saúde é uma certeza, enquanto para milhares de angolanos continua a ser uma incógnita, dependendo da distância até aos centros, das condições das estradas, dos recursos disponíveis e, muitas vezes, da ausência de alguém que possa orientar e encaminhar uma pessoa para os cuidados de que necessita”, lembrou a responsável.








