O reitor da Universidade Jean Piaget de Angola, Samuel Victorino, afirmou, nesta terça-feira, 16 de Junho, que a conclusão do ensino superior não representa o fim de uma etapa, mas o início de uma nova caminhada, marcada pela responsabilidade individual e pelo compromisso com o desenvolvimento do país.
Discursando durante a cerimónia de outorga de diplomas referente ao ano académico 2025/2026, o responsável recorreu a um poema de António Oliveira Cruz, fundador do Universo-Piaget, para transmitir uma mensagem de encorajamento aos recém-graduados.
Segundo Samuel Victorino, o “mundo que espera” os finalistas não se encontra apenas nas oportunidades profissionais que possam surgir, mas sobretudo nas capacidades, conhecimentos e valores adquiridos ao longo da formação académica.
O reitor destacou que cada estudante leva consigo experiências que se transformaram em património pessoal, desde os momentos de partilha de conhecimentos com colegas até à superação de dificuldades académicas e à apresentação pública do trabalho de fim de curso.
Para o académico, esse conjunto de competências constitui um capital que ninguém poderá retirar, independentemente das circunstâncias do mercado de trabalho ou das crises que possam surgir.
Durante a intervenção, Samuel Victorino prestou igualmente homenagem ao Professor Doutor José António Vila Gonzalez, médico e docente de Semiologia Médica da instituição, falecido recentemente.
O reitor recordou-o como um profissional de competência reconhecida, muito estimado pelos estudantes e respeitado pela comunidade académica, sublinhando que o seu legado permanece vivo nos profissionais de saúde que ajudou a formar.
Dirigindo-se aos graduados, o responsável salientou que, a partir desta fase, termina a dependência dos horários, das avaliações e das orientações constantes dos professores, dando lugar à autodisciplina, à autocrítica e à autorresponsabilidade.
“O vosso diploma não é um ponto de chegada. É uma carta de condução. Mas quem acelera, trava e escolhe o caminho, é cada um de vocês”, afirmou.
Samuel Victorino defendeu ainda que os novos licenciados devem colocar os seus conhecimentos ao serviço da sociedade angolana, contribuindo para responder aos desafios que persistem em vários sectores.
Na sua visão, Angola continua a necessitar de profissionais capazes de melhorar os serviços de saúde, fortalecer a educação, impulsionar as empresas e encontrar soluções para problemas como o abastecimento de água e o saneamento.
“Não esperem que Angola mude para vocês actuarem. Actuem para Angola mudar”, apelou.








