A Missão Permanente de Angola junto das Nações Unidas em Genebra associou-se, segunda-feira, à declaração apresentada pelo Grupo Africano durante o debate interactivo com a missão de apuramento de factos para o Sudão, no âmbito da 62.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH), que decorre em Genebra, na Suíça, entre 15 de Junho e 7 de Julho.
A informação consta de uma nota de imprensa enviada nesta terça-feira, 16, ao Jornal OPAÍS.
De acordo com o documento, na intervenção, Angola manifestou preocupação com a deterioração da situação dos Direitos Humanos e da situação humanitária no Sudão, considerando que o conflito em curso continua a provocar intenso sofrimento à população civil.
O país destacou igualmente que a persistência das hostilidades tem causado deslocamentos generalizados e agravado a vulnerabilidade das populações afectadas.
Segundo a declaração, Angola tomou nota, com preocupação, das conclusões da Missão Internacional Independente de Apuramento de Factos para o Sudão, relativas a alegadas violações e abusos graves dos Direitos Humanos, bem como a violações do Direito Internacional Humanitário.
Os relatórios da referida missão sublinham a necessidade urgente de reforçar a protecção dos civis e assegurar o respeito pela dignidade humana.
Neste contexto, Angola defendeu que a promoção e a protecção dos Direitos Humanos devem permanecer no centro de todos os esforços destinados à construção de uma paz sustentável no Sudão.
A declaração acrescenta que a responsabilização dos autores de violações e o apoio às vítimas são elementos essenciais para promover a reconciliação e prevenir novas ocorrências.
Por outro lado, Angola incentivou a continuidade do envolvimento e da cooperação construtiva entre a Missão Internacional Independente de Apuramento de Factos e as autoridades sudanesas, apesar dos desafios existentes, com vista ao reforço da protecção dos Direitos Humanos e à construção de confiança entre as partes envolvidas.
Na ocasião, Angola reiterou o apelo à cessação imediata das hostilidades e reafirmou o seu apoio aos esforços regionais e internacionais orientados para a construção de um Sudão pacífico, estável e próspero.








