O presidente do conselho de administração da Empresa Portuária do Lobito – EP, Celso de Lemos Rosas, destacou a importância da preservação ambiental e da adopção de medidas concretas que permitam conciliar o crescimento económico, eficiência operacional e a responsabilidade ambiental.
Ao discursar na abertura de uma palestra sobre transição energética e sustentabilidade, que decorreu nesta quinta-feira, 04, no pavilhão da Casa do Pessoal, o responsável defendeu que a sustentabilidade deve ser encarada como um factor estratégico para o futuro das organizações e para a competitividade das infra-estruturas portuárias.
“Acreditamos que um porto que olha para o futuro tem de ser, inevitavelmente, um porto mais verde”, afirmou.
Durante o seu discurso no evento promovido no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Ambiente, assinalado hoje, 5 de Junho, Celso Rosas sublinhou que a transição energética representa uma oportunidade para modernizar processos, incorporar tecnologias mais eficientes e posicionar o Porto do Lobito entre as referências do sector no continente africano.
“A transição energética não é uma ameaça ao desenvolvimento — é uma oportunidade de nos reinventarmos, de adoptarmos tecnologias mais limpas, de reduzirmos a nossa pegada carbónica e de nos posicionarmos como um porto de referência no continente africano”, destacou.
De acordo com uma nota de imprensa a que tivemos acesso, esta iniciativa reforça o compromisso da instituição com a transição energética e a sustentabilidade, servindo, igualmente, para reforçar a consciencialização sobre a necessidade de adoptar práticas ambientalmente responsáveis e preparar os colaboradores do Porto do Lobito para os desafios e oportunidades associados à utilização de fontes de energia mais limpas.
O documento sublinha que a actividade enquadra-se na estratégia da empresa de promoção da sustentabilidade ambiental e de alinhamento com as melhores práticas internacionais do sector marítimo-portuário, num contexto em que os portos assumem um papel cada vez mais relevante na redução dos impactos ambientais das operações logísticas.
Entretanto, o pca exortou ao envolvimento colectivo no processo de transformação ambiental da instituição, defendendo que cada colaborador tem um papel determinante na construção de uma cultura organizacional orientada para a inovação e a sustentabilidade.
A palestra foi orientada pelo engenheiro ambientalista Isaac Sassoma, que enquadrou a transição energética como uma das principais prioridades da agenda internacional contemporânea.
Segundo o especialista, trata-se de uma necessidade global alinhada com os compromissos assumidos pelas Nações Unidas para garantir um modelo de desenvolvimento sustentável e uma resposta eficaz às alterações climáticas.








