Na visita que efectuou à província do Zaire, em 2024, isto é, há quase dois anos, uma das questões mais candentes que ecoou foi a denúncia feita pelo governador local ao Presidente da República da existência de um contrabando de combustível com níveis alarmantes.
O facto de se admitir, na época, a participação nesta actividade ilegal de figuras de proa das Forças Armadas e da Polícia Nacional, assim como de políticos, secundarizou outro leque de preocupações que foi apresentado para o desenvolvimento socioeconómico da província.
Descrita como uma das mais ricas do país – e com uma forte participação no Orçamento Geral do Estado, através do ‘bolo’ petrolífero – fez com que um segmento desta localidade exigisse muito mais, embora algumas vezes distante daquilo que se pode dar.
Ainda assim, não deixa de ser significativo para o partido que governa o facto de que, nas eleições passadas, os resultados eleitorais não tenham sido satisfatórios, razão pela qual uma inversão no próximo ano esteja assente fundamentalmente em melhorar as condições económicas e sociais na província.
É por isso que, além dos constrangimentos causados pelo contrabando de combustível, hoje com menos incidência, segundo o próprio governador Adriano Mendes de Carvalho, há dois anos haviam apresentado outros problemas que careciam de resolução imediata.
Durante uma entrevista que concedeu à Rádio Nacional de Angola, o governante realçou, categoricamente, que muitos dos projectos que solicitaram ao Executivo, há dois anos, estão em curso, alguns dos quais serão postos à disposição dos cidadãos nos próximos tempos.
Quem conhece Mbanza Congo, cidade património da humanidade, saberá, com certeza, que era inevitável que se fizesse com urgência um novo aeroporto, a julgar até pela má memória de uma tragédia ocorrida pelo facto de o actual estar rodeado de habitações. Para já, os empreiteiros garantiram ao Presidente da República, João Lourenço, a sua conclusão no primeiro trimestre de 2027.
De igual modo, também se vai entregar um hospital geral à dimensão da província, orçado em cerca de 100 milhões de dólares, não havendo, neste momento, qualquer constrangimento financeiro que impeça a sua concretização. Além dos dois projectos estruturantes, existem outras grandes obras em curso.
Tanto a nível de estradas, as sim como nos sectores da educação e saúde, sendo que neste último nascerá um instituto politécnico e também mais habitações para os cidadãos da referida província.
Os investimentos, de acordo com o governador, estendem-se até aos projectos que irão proporcionar mais empregos, assim como dinamizar a vida socioeconómica do Zaire.
Muitos entrevistados falaram já em mudanças acentuadas visíveis, alinhando-se no mesmo diapasão do governante, o que acaba por ser um bom sinal para quem governa a província e para o próprio Executivo a nível central, cujo titular esteve durante dois dias para constatar in loco a implementação dos projectos.







