Os cemitérios da Funda, Mulemba ou 14, de Viana, do Benfica e Camama constituem opções da maior parte das famílias das províncias de Icolo e Bengo e Luanda para sepultar seus entes queridos. Entretanto, para alguns habitantes, como os do Paraíso-Bacongo, Mayé-Mayé e Sequele, a distância para os campos- santos ainda constitui um calvário
Ana Eduarda é uma entre muitos cidadãos, que recordou os tem- pos em que a antiga e extensa zona do Mayé-Mayé viu, ocasionalmente, surgir um cemitério local, por conta de algumas mortes resultantes do consumo de água da lagoa local.
“O cemitério não chegou a ser grande, porque as autoridades do município de Cacuaco vieram logo proibir que se continuasse a enterrar no bairro”, adiantou Ana Eduarda, para quem a distância para os cemitérios oficiais e as despesas que tal implicava tinha motivado os populares a definirem uma área de enterro no então bairro 4 de Abril, que, em 2010, acabava de nascer.
Essa informação foi confirmada pela actual coordenadora do Sector 8 do Mayé-Mayé, Violante Soares, para quem, se o Governo demora a disponibilizar condições e serviços, o povo vê-se obrigado a criar, para não comprometer o seguimento da sua vida. Posicionando-se na ordem contrária do preconceito que evita muita gente a evocar a necessidade de construção de mais cemitérios, muitas senhoras do Mayé-Mayé, abordadas pelo Jornal OPAÍS, apelaram às autoridades a construírem mais cardais, de modo a se evitar e mas distâncias e os respectivos constrangimentos.
POR: Alberto Bambi
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