Garantir recursos financeiros para assegurar o funcionamento regular da máquina partidária, tanto em períodos eleitorais, realizados de cinco em cinco anos, como no quotidiano das organizações, continua a ser um dos maiores desafios enfrentados pelos partidos políticos angolanos, independentemente de terem ou não representação parlamentar. Embora a realidade financeira afecte transversalmente quase todas as formações políticas, existe uma diferença significativa entre os partidos com assento parlamentar e aqueles que estão de fora
Para o ano em curso, o Executivo prevê distribuir mais de 6 mil milhões e 938 milhões de kwanzas entre o MPLA, UNITA, PRS, FNLA e PHA, conforme consta no Orçamento Geral do Estado, em função da quantidade de votos arrecadados no pleito eleitoral de 2022 (ver infografia abaixo).
Entretanto, alguns dos partidos que beneficiam destas subvenções, que são entregues trimestralmente, consideram ser insuficientes, apesar de lhes permitir amenizar as dificuldades que enfrentam para suportar as despesas relacionadas com actividades administrativas, mobilização política e manutenção das estruturas espalhadas pelo país.
“Este valor anual, que é cabimentado trimestralmente com duodécimo, é insustentável, e se os partidos políticos dependerem exclusivamente destes valores não vão a lado nenhum”, desabafou o secretário-geral do Partido de Renovação Social (PRS), Rui Malopa Miguel, que conta com dois deputados à Assembleia Nacional. De acordo com a nossa fonte, o valor ronda aproximadamente mil kwanzas por voto, cifra que, na sua óptica, perdeu capacidade de resposta devido ao aumento do custo de vida e à inflação. “A inflação galopante retirou o poder de compra tanto dos cidadãos como dos próprios partidos políticos”, frisou.
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