Há duas convicções na vida de um Partido da dimensão e nível do MPLA. A primeira é absolutamente conceptual. “O MPLA É UMA CERTEZA DE QUE A UNIÃO É MAIS FORTE DO QUE UMA CORDA, PODE ESTICAR MAS NÃO REBENTA”. Dito de forma simples e bem de vagar, nunca houve, não há e nunca haverá um “MPLA bom e um MPLA mau, um MPLA assa do e um MPLA cozido, um MPLA desse aqui e um MPLA daquele ali”.
Já a segunda é sempre uma variável conjuntural. Isto é, “EM ANGOLA, PARA MILHÕES DE CIDADÃOS, O MPLA CONTINUA A SER ESSE SOL PO LÍTICO, HISTÓRICO E EMOCIO NAL EM TORNO DO QUAL GRA VITAM ESPERANÇAS, MEMÓ RIAS, EXPECTATIVAS E SONHOS DE CONTINUIDADE NACIO NAL”.
Dito de uma forma mais popular, é como coração de mãe, tem lugar para todos. Ao aproximar-se do seu IX Congresso Ordinário, o MPLA enfrenta talvez um dos momentos mais desafiantes, complexos e simultaneamente promissores da sua longa existência de quase 70 anos.
Um Partido que superou o colonialismo, liderou a luta de libertação nacional, proclamou a Independência, resistiu à guerra fraticida, consolidou a paz e ajudou a erguer as bases do Estado angola no de direito, não pode permitir se o luxo da estagnação política, comunicacional e organizacional.
Os partidos históricos não desaparecem necessariamente por falta de um passado glorioso. Desaparecem quando deixam de compreender o presente e deixam de dialogar com o futuro. É precisamente aqui que reside o maior desafio do IX Congresso Ordinário do MPLA.
Por: NZONGO BERNARDO DOS SANTOS









